sábado, 23 de fevereiro de 2013

Juntos

Seja como for, nós sempre pensamos, criamos, vivemos e estamos cada vez mais juntos. É nesse espírito que hoje, 23 de fevereiro, o Etc comemora 4 anos. Sem o apoio e o incentivo de vocês, leitores, o blog não teria mais de 300 posts, e não chegaria onde está. Se o Etc está entrando no seu quinto ano de vida hoje, é culpa de todos nós. Muito obrigado a todos que fizeram e fazem essa história comigo.

Em especial, muito obrigado a todos que participaram deste vídeo, e provaram o que todos nós já sabemos:   NINGUÉM FAZ NADA SOZINHO! Fiquem com "Juntos" e continuem ajudando a construir o futuro.

*Você pode assistir o video em HD no Youtube. Vai lá!


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Workaholic


Aquelas férias ainda estão atrasadas. Faz tempo que eu troco minhas folgas por dinheiro para voltar de táxi pra casa, depois do trabalho. Trabalho. Sim, me chamam de louco, de doente, ganancioso, até de coisas piores. Eu gostaria de ter um adjetivo pronto pra mim, nesses casos, mas não tenho. Só o que eu faço é me perguntar: por que diabos eu gosto tanto de trabalhar?

Me sobra pouco tempo depois do expediente, às vezes, admito. Tenho uma esposa linda, que eu amo demais, e que eu sei que tem uma paciência gigantesca comigo, maior até do que o decote daquele vestido verde. Também não sou mais aquele cara ávido por novas tecnologias, do tipo que troca de celular a cada temporada, já não ligo. Basta um celular que faça e receba chamadas. Eu mudei, acho que cresci.

Hoje eu só penso em me dedicar, fazer e fazer bem feito. Talvez não seja um defeito tão grande assim, ser alguém que apenas gosta de trabalhar. Caramba, há tanta gente mais preocupada em se vestir bem, ou falar as palavras certas nas situações certas, esperando um retorno vantajoso. Eu mesmo conheço e convivo com figuras que não se importam com o que fazem, e sim com seus nomes brilhando em painéis luminosos.

E o que eu vejo de pessoas assim, que se dão bem desse jeito, não é brincadeira. Quantas vezes alguns colegas riram de mim, batendo ponto meia hora mais cedo, enquanto eu preparava o café do serão. Quantas vezes eu recebi ligações de puxa-sacos de férias, enquanto eu ainda estava tentando fechar o relatório da semana. Meu salário não aumenta, mas sabe o que me conforta? O deles também não. A diferença entre nós é simples: personalidade.

Ao contrário, eu conheço muita gente que rala, e gosta muito do que faz. Sabe o que elas têm? Além do eterno resfriado, uma vontade de aprender e um sorrisão de alegria pelo trabalho bem feito, que nem mesmo as olheiras e o ar acabado conseguem esconder. Quem disse que a felicidade está nas pequenas coisas deve reconhecer que, também, ela vem depois da linha de chegada de uma grande maratona. Ser feliz cansa, mas ô cansaço bom!

Acho que é essa a resposta pra minha pergunta, algumas linhas atrás. Eu gosto tanto de trabalhar porque assim eu me realizo em dois sentidos: me sinto útil e ainda ganho pra isso. Pouco, é verdade, mas ganho.



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Fiel




Vou contar pra vocês uma história que começou há mais tempo do que parece. Era junho de 92, e nascia mais um daqueles garotos que diz que não sabe jogar futebol, mas joga sempre que pode, e quando pode, escolhe uma camisa azul celeste e branca. Coisas que nada explica. Quando esse garoto nasceu, a cidade vivia uma alegria em duas cores. Um clube do Estado era campeão brasileiro, estava na 1ª divisão, era o maior da região, com uma torcida que nunca coube no incompleto Mangueirão.

Então, esse garoto já estava no caminho certo, vitorioso, em tempos de glória do futebol da Amazônia. Ele estava certo. Fez uma escolha que não fez, o destino se encarregou, e foi feliz. Esse garoto foi muito feliz, ao crescer no momento certo, para entender o quanto uma paixão pode ser grande. O menino foi vendo títulos, títulos, acessos, mais títulos. O menino viu seu time ser campeão, o supremo, campeão dos campeões. O menino, de repente, se viu ali, torcendo pelo seu time na maior competição do continente.

Libertador. Vencedor. Histórico. Com lá seus onze anos, aquele jovem já sabia que havia um grande clube na Argentina, temido por todos os outros, principalmente por brasileiros. Mas ele também sabia que esse time não era o único bicho-papão do pedaço. Quem papou foi o time daqui, o mais forte e mais famoso.

Mas esse Papão foi se combalindo com o passar dos anos. A fase não era boa, e foi ficando pior. O rapaz também viu seu time fraquejar, perder, cair. Anos de fel, para uma torcida que não parava de crescer. Cresceu na derrota, na crítica, na indignação com os gols perdidos e com as contratações erradas. Cresceu nas piores circunstâncias. Cresceu a torcida mais fiel do Estado do Pará.

Aquele garoto de vinte anos atrás, hoje é um homem, que ainda veste azul e branco, mas critica, sabe que a situação não é tão boa, quanto a massa bicolor merece. O tempo passa, e pode passar o quanto for. A camisa virou pele, o azul e branco virou sangue. Aquele garoto vai sempre topar qualquer parada, e pintar o sete em telas azuis por aí. Porque o time pode não ser o melhor, mas a sua paixão foi feita sem defeito. 

#Paysandu99

IMAGEM: Uchoa Silva