domingo, 22 de abril de 2012

O menino


Menino que pula, moleque que canta, homem que vive. Ele é jovem, garoto, curte seu tempo do seu jeito, com as pessoas que lhe trazem alegria, liberdade. Quer voar, consegue. Dribla olhares com altivez, como quem nada quer, além de ter seu espaço. Regras? Sim, ele tem. Ele faz as suas, e não mexe com mais ninguém, a não ser que deixem. E deixam.

Quando sorri, é como se pedisse licença sem pedir, sem precisar. Amigo, irmão, família. Divide bem suas horas, aumenta seus dias, busca sempre mais. Apenas o que a vida pode lhe dar, e que muitos não correm atrás por capricho, orgulho ou pelo medo infame de ser feliz. É isso, ele só quer ser feliz, no seu canto, no seu mundo.

Todos nós temos um, e devemos. Afinal, ninguém é obrigado a nos suportar, em meio a manias e virtudes. Existir incomoda. Mas quem disse que ele invade universos alheios? Muito pelo contrário, ele é convidado. Faz por merecer, é um cara legal. Conversa, entende, respeita. Merece respeito, merece amizades. É só o que ele nos oferece.

Intensidade, numa dose de vodka lilás. Uma, duas, três, quantas vierem, no ritmo que só ele sabe, onde só ele dança. Não só ele. Curte o outro, outros, até outras, beija, morde, vibra como manda o figurino. Estilo próprio, grife única. Não se limita, não se priva do prazer por banalidades, pressões, muito menos por preconceitos, de quem não aprendeu a viver por si. Vai até o chão, sem nunca baixar a cabeça. Pose, postura, segurança.

É sonoro, grita sereno e canta pra todos. Canta pela sua estrada, pelos projetos, pelo futuro que sempre se abre, por suas mãos e seus olhos, cansados de ver tanta beleza. Vê, toca, ouve. Música para seus ouvidos é carinho, é querença, é o vento que bate no seu rosto, quando os holofotes imaginários apontam para ele. Quer o bem, quer seu bem e procura, faz por onde. Merecimentos, no plural.

Brilha sim, brilha diferente. Por quê ser igual, se isso não existe? Não se importa, se conforta naqueles que perto dele vivem. Nunca por pena, sempre por admiração. Gratuita, como sua mania de querer ser ele mesmo. Ele é ele mesmo, sem máscaras, sem rodeios. Nada lhe cai melhor do que seus próprios desejos. Deseja e faz, esse é o seu estilo.


 IMAGEM: http://4.bp.blogspot.com/-s_c0l21musQ/T0vNHVyJbII/AAAAAAAAAVI/mJ12nHnhZss/s1600/Liberdade+Montanha.jpg

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