sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mentiras sinceras



Nem todo relacionamento é baseado na absoluta sinceridade. Na boa, poucos são. Mas, se você, às vezes, se vê em situações onde uma mentirinha se faz necessária pra manter o clima legal com a sua parceira, não se martirize. Você não é o único. A idéia não é sair por aí, aplicando qualquer lorota sempre, traindo, etc. O fato é que não podemos duvidar da inteligência feminina, que sempre sabe quando nosso nariz cresce um pouquinho. E sabe por quê elas não brigam por isso sempre? Porque, em alguns casos, isso as convém.

“SE EU TÔ OCUPADO?”. Típico exemplo de como a mulher aceita e até agradece sua enganação. Você está fazendo aquele trabalho importante, pra entregar em dois dias, quando ela te liga. Educada, claro, pergunta antes de mais nada: “Amor, você está ocupado agora?”... NUNCA ESTEJA! Você pode estar fazendo a janta pra sua mãe, cega, de 94 anos, mas não vai dizer que sim. O motivo é o de menos, ela sempre vai acabar pensando que você não se importa, que você prefere fazer qualquer coisa ao invés de conversar com (entenda-se: apenas ouvir) ela, etc. O mesmo se aplica a outras situações, tais como “Eu, cansado? Imagina!” (são 23h e você acabou de chegar em casa, após um dia escroto no trabalho) e “Não, eu não to com fome” (14h, e você nem tomou café da manhã).

“EU SÓ TENHO OLHOS PRA VOCÊ”. Qual é? O amor pode ser cego, mas daí a cegar é um certo exagero. É óbvio que aquela sua vizinha boazuda vai continuar sendo sua vizinha boazuda, não interessa se você não está mais disponível. Pro nosso azar (ou não), as outras mulheres do mundo não viram barangas só porque nós já estamos na coleira. Agora, por favor, olhar pra outra bunda perto da sua gata não pode (evite passear com ela na sua rua). Aí rola briga. Na verdade, ela sempre vai te olhar torto, com aquela cara de “filho da mãe, safado, canalha”, mesmo que, por dentro, ela diga “nossa, olha só aquele gato do outdoor”.

“TUDO BEM, VOCÊ TEM RAZÃO”. NÃO! ELA NÃO TEM RAZÃO! Você sabe disso, mas guarde isso no mais obsoleto pensamento. Questão de sobrevivência. A mulher tem uma capacidade ímpar: descobrir razões onde não existem. Você não estava com os amigos, você não estava ligando pra outra, mas na cabeça dela, você estava transando com a outra, na casa dos seus amigos. Tentar explicar é perda de tempo. Ela nunca vai entender o que você quer dizer, do jeito que você quer dizer. Porém, ela sempre vai te exigir que faça o mesmo.

“É QUE EU TAVA DORMINDO...”. Em 99% das vezes, pode ser verdade, já que homem dorme pra cassete. Nesse 1%, confesso, é falta de vontade mesmo. Sabe quando sua namorada te liga ou te manda um torpedinho, esperando que você responda, às DUAS DA MANHÃ? No outro dia, ela vai te dizer algo como “Nossa, eu te liguei e você nem me atendeu, amor”. Coitadinha! Quando isso acontece lá pelo sábado à tarde, quando você geralmente tá em casa, sem vontade de falar nem com sua mãe, ela reclama: “Dessa vez nem foi de madrugada”. Caramba, homem precisa de espaço também! Sabe como a mulher entende isso? Assim: “Quer dizer que você não me quer mais, é isso?”... Esqueça, elas nunca vão entender. O jeito é mentir, dizendo que tava cochilando, ou que estava ocupado... O preço? Volte ao segundo parágrafo.

E elas? Bem mais fácil listar as potocas femininas, tão previsíveis. O pior é que, ao menos uma vez na vida, todo homem já caiu. Nem preciso explicar. Quer ver?

“JÁ TÔ SAINDO, AMOR!”

“TÁ TUDO BEM.”

“EU NÃO QUERO TE FORÇAR A NADA.”

“QUER SABER? EU NÃO QUERO MAIS AQUELA BOLSA LINDA DE NATAL...”

IMAGEM: http://meme.zenfs.com/u/947ab778bd0c060e86a21c6b549e9e3358ad741e.jpeg

domingo, 22 de abril de 2012

O menino


Menino que pula, moleque que canta, homem que vive. Ele é jovem, garoto, curte seu tempo do seu jeito, com as pessoas que lhe trazem alegria, liberdade. Quer voar, consegue. Dribla olhares com altivez, como quem nada quer, além de ter seu espaço. Regras? Sim, ele tem. Ele faz as suas, e não mexe com mais ninguém, a não ser que deixem. E deixam.

Quando sorri, é como se pedisse licença sem pedir, sem precisar. Amigo, irmão, família. Divide bem suas horas, aumenta seus dias, busca sempre mais. Apenas o que a vida pode lhe dar, e que muitos não correm atrás por capricho, orgulho ou pelo medo infame de ser feliz. É isso, ele só quer ser feliz, no seu canto, no seu mundo.

Todos nós temos um, e devemos. Afinal, ninguém é obrigado a nos suportar, em meio a manias e virtudes. Existir incomoda. Mas quem disse que ele invade universos alheios? Muito pelo contrário, ele é convidado. Faz por merecer, é um cara legal. Conversa, entende, respeita. Merece respeito, merece amizades. É só o que ele nos oferece.

Intensidade, numa dose de vodka lilás. Uma, duas, três, quantas vierem, no ritmo que só ele sabe, onde só ele dança. Não só ele. Curte o outro, outros, até outras, beija, morde, vibra como manda o figurino. Estilo próprio, grife única. Não se limita, não se priva do prazer por banalidades, pressões, muito menos por preconceitos, de quem não aprendeu a viver por si. Vai até o chão, sem nunca baixar a cabeça. Pose, postura, segurança.

É sonoro, grita sereno e canta pra todos. Canta pela sua estrada, pelos projetos, pelo futuro que sempre se abre, por suas mãos e seus olhos, cansados de ver tanta beleza. Vê, toca, ouve. Música para seus ouvidos é carinho, é querença, é o vento que bate no seu rosto, quando os holofotes imaginários apontam para ele. Quer o bem, quer seu bem e procura, faz por onde. Merecimentos, no plural.

Brilha sim, brilha diferente. Por quê ser igual, se isso não existe? Não se importa, se conforta naqueles que perto dele vivem. Nunca por pena, sempre por admiração. Gratuita, como sua mania de querer ser ele mesmo. Ele é ele mesmo, sem máscaras, sem rodeios. Nada lhe cai melhor do que seus próprios desejos. Deseja e faz, esse é o seu estilo.


 IMAGEM: http://4.bp.blogspot.com/-s_c0l21musQ/T0vNHVyJbII/AAAAAAAAAVI/mJ12nHnhZss/s1600/Liberdade+Montanha.jpg

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Claustrofobia



É como um escafandro. Você, mergulhador iniciante, é lançado ao mar pelo medo/desejo de conhecer, mesmo sabendo que a pressão lá embaixo não é pouca. É escuro, chega uma hora em que você não consegue ver um palmo a frente de seu nariz empinado, e o que lhe resta é o imediatismo, o agora, o presente. De grego, quem sabe?

Aí você vai lá, o medo continua, mas o orgulho cresce, infla, quase não cabe dentro daquela roupa pesada e feia. Corais incríveis, pedras, peixes, estrelas-do-mar, uma constelação de novidades, que enche os olhos. Você pode até tocar em uma, mas não poderá ir muito longe. Há o tubo de ar que te sustenta. Tubo de realidade que te segura.

Você continua, o passeio ganha ares surreais. Descobrindo aquele mundo, quase infinito, a vontade é a de querer tudo, de ser tudo, fazer o que puder e não puder para estar ali, no meio, se sentindo parte da maravilha posta aos olhos do espectador. Você se envolve. Pensa até em entrar em alguma ONG de proteção aos animais marinhos, pensa muito, pensa demais... mas há o tubo de ar, ali, te impedindo de ir mais longe.

De repente, quando nada pode ser mais chato do que aquela amarra da liberdade, ele se desprende da roupa. Desespero. Água entrando, ar acabando, e você descobre que toda a sua aventura em busca do novo, de tão tresloucada, acabou não servindo de nada. A não ser para provar a você, quando era tarde demais, que o tempo é curto, a liberdade é rarefeita e, pasmem, ainda depende muito de nós. Somos nada sem respirar.

Quando a pressão lhe dói e a água chega perto das narinas, o fim é certo, nenhuma vontade vai lhe salvar, nenhuma estrela-do-mar, por mais bela e atraente, vai te dar apoio. Você quis ser demais, foi fundo demais, mesmo raso, e acabou se perdendo no fascínio do trabalho disfarçado. Você se cansou, você se prendeu, você perdeu.

Ou não. Hora de acordar desse dia e começar mais um pesadelo claustrofóbico, o pesadelo da rotina.


IMAGEM: http://devanil.com/wp-content/uploads/2011/08/mergulho-9086.jpg

domingo, 15 de abril de 2012

Oficina




Na vitrine, reluzem. Quando os olhos de uma criança passam por eles, é fascínio? É encanto? Consumismo? Não importa. A vontade vence, as cores, os sons, as asas superpotentes, toda a imagem surreal daquele pedaço de plástico cheio de retas e retalhos artificiais, tudo isso conquista mais um amigo fiel, um parceiro de muitos, quem sabe de todos os anos.

Quando chega em casa, a ansiedade por libertá-lo da caixa se transforma numa alegria sem tamanho. Mais uma. Pronto para entrar na coleção dos seus melhores amigos. Aqueles que estão ali, na mochila, viajando por mundos desconhecidos por nós, criados por mentes pueris, brilhantes. Aventuras na selva, em Marte, no infinito, e em todas, todas, a presença do seu grande herói.

Porém, um dia, ele cai de um voo bem alto, mas bem alto... Uma perna entorta, o braço quebra. O brinquedo quebra. A perfeição ali, reduzida a cacos. Lágrimas, choro doído de um coração inocente, que viu seu melhor parceiro se machucar. Enfermo. Frequente, não menos doloroso. Uma parte da magia fica ali, nos pedacinhos soltos pelo chão. Outra parte, a mais importante, se transforma em remédio, em cura.

Essa parte tem vários nomes. Persistência. Nunca desistir de alguém querido, quando ele mais precisa. Sangra? Estanque. É feio? Embeleze. Quebrou? Conserte. Com precisão cirúrgica, ou até de modo grosseiro, que pode funcionar, esforços não são poupados para que ele volte a sorrir. Ele um, ele outro. Os dois são vítimas da queda, os dois buscam a salvação. Os dois sorriem realizados.

Amizade. O tempo, ah, essa o tempo não consegue destruir. Nem o tempo, nem as ranhuras que ele causa, ou que por ele acontecem. A vida enruga, enferruja, retorce, emperra. Nada disso consegue ser maior do que esse sentimento louco de pertencimento, de cuidado, de apego. Na saúde e na doença. Na vida e no que mais ela permitir. Isso é atemporal, isso é o “pra sempre”.

Amor. Isso justifica tudo. O companheirismo, o cuidado, a tristeza da dor, a alegria do conserto, a eternidade. Desde o primeiro brilho no olhar, em frente à vitrine, até um dia que chamam de fim, ele é o melhor companheiro de todas as aventuras. Mesmo que caia, que quebre. Se for real, um amigo conserta. 

IMAGEM: http://3.bp.blogspot.com/-0CISu_28apM/Tfk4iaaukeI/AAAAAAAARp4/e_Ri-9WdMBg/s400/atividade_ferias3.jpg

sábado, 7 de abril de 2012

Masoquistas


Sofre. Como sofre esse bichinho, coitado! Ganha pouco, corre muito, bebe demais, folga de menos. Todo seu relógio muda a cada pauta, não sabe o que é descanso, mas é íntimo da gastrite. E da cirrose, e da hipertensão, e da obesidade. Nunca do Alzheimer. Escreve, digita, bebe café. Anota, desenha, perde canetas e “acha” com a mesma velocidade. Digita, fala, ouve. Aguenta entrevistados que gritam, que falam demais, que dizem de menos. Engole um brejo inteiro, com um sorriso no rosto, pra poder entregar uma matéria no meio do expediente. 

Sim, no meio. O dia dele não é completo antes das três matérias de praxe. Antes disso, coitado, ele não saberia como reagir. É condicionado a trabalhar. E ainda tem que levar desaforo pra redação, pra casa, pra vida. “Jornaleiro?”, “mas nem precisa de diploma...”, “não vou te contar mais nada”. Nas novelas, enquanto o núcleo mais pobre tem suquinho no almoço, ele é sempre representado como o barbudo fedido ou a fofoqueira malvada.

O menino tem que aguentar o mundo todo, conhecer o mundo todo, andar pelo mundo todo. E ainda precisa saber fazer café, mesmo sem gostar. Quem disse que ele faz só o que gosta? Escolha? Só a do chefe. Garimpa verdades, nem sempre encontra. Busca, apura, molha o tênis, gripa... Tudo por uns salgadinhos na coletiva, por um bloco de anotações e pelo prazer de estar ali. Aqui. Acolá.

É masoquista. Apanha do lead, leva rasteira do factual e, mesmo assim, insiste nesse prazer sádico e tão bonito. Acha que vai mudar o mundo, mesmo sabendo que se conseguir salvar sua pele já tá de bom tamanho. Sempre salva. Sobrevive a pescoções, coberturas policiais e eventos sem coquetel. Não come direito, mas se diverte na padaria da esquina. Coxinha, pão com mortadela, uma cervejinha, duas cervejinhas, um cigarro, mais uma cervejinha...

Reclama, reclama, reclama, mas pergunta se ele quer sair dessa vida? Sem isso, não há vida, nem graça no que sobrar. Pede férias, mas implora pra voltar ao batente. O combustível dessa máquina é a informação, e ela está em todo lugar. Se fosse dinheiro, seria engenheiro. Se fosse fama, seria BBB. Se fosse tempo, seria estudante colegial. Se fosse racional, não seria jornalista. 



IMAGEM: http://3.bp.blogspot.com/-yLDhUJ_Yoio/T1VjacfOtYI/AAAAAAAAA0g/bqvDLTfilH0/s1600/jornalismo.jpg

domingo, 1 de abril de 2012

A Verdade - 2



Fones de Ouvido são distribuídos de graça em Belém

De acordo com lei sancionada pelo prefeito de Belém, Duciomar Costa, a partir desta segunda será instalado um posto de distribuição gratuita de fones de ouvido para a população. O objetivo é diminuir os casos de assassinato de tímpanos e suicídios, provocados pela ausência de bom senso das pessoas que confundem os ônibus da capital com seus quartos. O posto será instalado no Palácio Antônio Lemos, no Gabinete do Prefeito. Estuda-se a instalação de outro posto, em frente à residência do mesmo.

Eleições 2012: Cléber lidera primeiras pesquisas para a prefeitura

Ainda falando sobre Belém, foi divulgada a primeira pesquisa de intenções de voto para a Prefeitura de Belém, encomendada pelo Instituto Dutrafolha. Até o momento, Cléber Rabelo, candidato do PSTU, está na frente com incríveis 51%, seguido por Jefferson Lima, do PT, com 24%. Agraciado nas últimas eleições para o Governo do Estado, em 2010, Cléber conquistou o público com seu discurso realista e bastante promissor. Na Prefeitura, ele promete cumprir suas promessas, como a de impor taxas de exportação a grandes empresas que funcionam aqui.O setor empresarial já afirmou estar de acordo.

Youtube proíbe propaganda antes de vídeos

Depois de inúmeras reclamações de usuários, o site Youtube resolveu excluir todos os anúncios publicitários, exibidos antes dos vídeos. A ideia, segundo Gerald Magell, CEO da empresa, é buscar a satisfação do público, sem pensar nos ônus financeiros da iniciativa: “Para nós, pouco importa o dinheiro que ganhamos de Publicidade. Queremos atrair sempre mais e mais usuários, nós não ligamos para o quanto iremos perder de retorno financeiro”.

Conmebol estuda proposta de Libertadores B

A Confederación Sudamericana de Fútbol (Conmebol) estuda a possibilidade de criar a Libertadores B, uma espécie de segunda divisão da Copa Libertadores, o torneio mais importante do continente. O motivo seria a inclusão de times de menor expressividade, para que eles sentissem o que é disputar uma competição com nome tão forte. A diretoria do Clube do Remo já começa a montar um time de craques para buscar a classificação, como campeão da Série B do Brasileirão. Em São Paulo, torcedores corintianos já comemoram, quebrando muros e matando uns aos outros, erguendo bandeiras com os dizeres: “Ah! Agora eu ganho!”.

Agora é oficial: Repórter E vai parar na Globo

Após meses de especulações, o maior sucesso da internet dos últimos 10 anos ganha seu espaço na TV aberta. Famoso pelo seu blog, o terceiro mais lido do Brasil (atrás apenas do Etc e do blog do Manuel Dutra), o RepórterE assinou um contrato de 5 anos com a Rede Globo, e ganhará programa diário e ao vivo. Segundo ele, a atração seguirá os moldes do Vlogue, que o consagrou como mais nova promessa do jornalismo brasileiro: “ainda estamos avaliando, mas queremos a faixa das 20h30, pela fraca audiência do telejornal exibido hoje nesse horário. Aquele, o Nacional”. O Vlogue na Globo tem estreia prevista para este mês, para nossa alegria.