terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Um amor de carnaval




Era noite de domingo, quando ela veio, vestida de lantejoulas azuis, pulando na pipoca, como se fosse voar sobre nós. Mas ela veio sobre mim, primeiro com os olhos, depois com seu corpo bronzeado, fruto do sol de São Salvador. Eu, claro, merecedor ou não de tamanho presente, segui meus instintos e andei. Cortei caminho por entre a multidão, sem que meu olhar perdesse sua boca de vista. Seus cabelos, loiros, suados de festa, enfeitavam sua face linda, tão linda. Belo conjunto da obra. Suas curvas eram perfeitas, seu sorriso era um mar. Ali eu me afoguei. Ao chegar, um beijo que durou tanto, porém tão pouco. Ela segurou minha nuca com força, eu apertei sua cintura, e ao som do carnaval, fomos um em dois. A química clichê da paixão, tudo combinava. E quando eu comecei a pensar... Ela foi pro canto dela, eu fui pro meu. Tão rápido quanto esse texto, assim foi mais um desses meus amores de Carnaval.



Um comentário:

- disse...

Amor de carnaval é pura alquimia, torpor e atrevo-me a dizer um pouco de psicodelia.