quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pelos corredores



Um ano. Quantos, como esse, tão esperados?

Em janeiro, surpresa. Fevereiro, recomeço. Hoje, em dezembro, qual o saldo de tanta muvuca?

Pelos corredores amarelos da vida nova, novos nomes pra gravar, novos rostos pra recordar, novas vozes pra guardar. Mais motivos pro amanhã, desmotivos pro depois de amanhã. Entre siglas, atalhos e artigos, salvaram-se todos.

Todos quem? Aqueles filhotes do início, tímidos, receosos ao primeiro toque? Cresceram, ganharam asas, voz e, alguns deles, apelidos. De animais a animais, quantas alcunhas pra tão poucos. Multiplicados, lotando, empatando.

Lembra daquele receio? Ficou lá atrás, bem longe do colchão verde, do sofá preto... Nosso lar.

Balaio guamaense, jurunense, pedreirense, belenense. Salve simpatia! Inteligentes, espertos, risonhos (estranhamente risonhos), falastrões, comunicadores. Desse meio, botamos a mão e tiramos a sorte grande. Encontramos pares, opostos, de tudo um pouco.

Diferentes? Sim, e muito. Sem lugar pra preconceitos. Singulares e plurais, gordos ou magros, presentes ou ausentes. O tempo que passou era raro, bem sorrateiro acabava, e lá se acabava mais um dia. Calma, as manhãs voltavam rápido.

 Aliás, que tempo? Aquele que nos faltou, na véspera dos seminários? Ou aquele que sempre sobrava, no Centro Acadêmico, sagrado recanto dos egressos do almoço? De sala, ganhou vida, as nossas vidas. Muito prazer, Caco!

Reuniões, festas, reuniões, aulas, trabalhos, reuniões, formatura, festas, garrafas, reuniões, sufoco, pautas, reuniões... Professores, um caso a parte. Amor? Ódio? E agora? Lágrimas, dramalhões, piadas sem sucesso e, de repente, fim de semestre, já pode respirar.

Veteranos. Que trote, que nada! Somos e seremos bem recebidos todos os dias, por pessoas que tinham de tudo pra nem nos olhar. Onde já se viu, ser babá de calouro? Onde? Aqui. Não é bajulação, é afeto, é prazer gratuito de estar perto. Obrigado, obrigado!

Colegas. Afinidades, inimizades, abraços, gritos, tudo o que uma boa turma deve ter. Racha aqui, conserta acolá. Uma instituição, uma #Família muito unida e muito ouriçada. Você, você e você, venham comigo, sigam na minha vida. Você, você, fiquem por aqui.  Galera, como esquecer de vocês?

Calouros. Aguardem.

É fim de ano, o último trabalho foi apresentado, a última resenha entregue, a última aula encerrada. A cortina vai descendo, hora de dar até logo. Hora de agradecer pelo amigo, de pedir desculpas pelo erro, de respirar.

Férias!

Por aqueles corredores, andando naquela beira de rio, futuros se desenham, laços se formam, com ou sem aulas. Os reencontros vão além, muito além de reles razões acadêmicas. Saudade? Tá, vai rolar, e muita. Mas daqui a pouco já tá todo mundo se vendo, se aturando e se abraçando, pra falar alto e encher o Caco. Vai começar tudo de novo...

Até logo, Família!

Foto: Gustavo Ferreira

8 comentários:

Rômulo Baía disse...

Que bom que foi assim. Infeliz é o universitário de comunicação que não se mete em experiências desse tipo. Não demora vai ser notório pra todo mundo que quatro anos é pouco e esse primeiro foi o mais mágico e rápido deles.

Renan Mendes disse...

FILHO DA PUTA QUE ME FEZ CHORAR!

Thaís disse...

Mermão, que post lindo!
Conseguiu resumir o que estou sentindo neste fim de semestre e me fez lagrimar. Nossa, fizemos tanta coisa em 2011! Passou tão rápido... vou sentir saudades dessa #família.

Amanda Campelo disse...

Como eu prometi ao Leandro que vou parar de chamar nome, então não vou te dizer o que eu pensei. Mas fica aqui o registro do quanto eu te odeio, seu escroto! Me fizeste chorar de novo!
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Gus, acho que nunca vou te agradecer o suficiente pelas noites no twitter em que aguentaste meu drama na tua TL. Te agradeço por teres segurado em minhas mãos e teres me feito subir nesse ônibus, ônibus no qual tu já estavas sentado na janela. É claro que outras pessoas me ajudaram a optar pelo jornalismo, mas a tua ajuda é especial, pq tu me ajudaste sem conhecer nada de mim além do meu login no twitter.
Graças a ti e outras pessoas eu pude viver um dos melhores anos da minha vida. Lembranças que tu resumiste nesse post.
Reiterando...te odeio te odeio!
Mas vou sofrer só um pouquinho *só um pouquinho mesmo* por ter que te odiar a distância.

Gabriela Amorim disse...

AAAA branco você me fez chorar...nhá. Essas são as mais puras verdades sobre nós, os calouros 2011. Quem convive e sente de perto o que é estar com essa família sabe o quanto dois meses e meio sem se ver significam muuuito em nossas manhãs. Obrigada pela companhia no ônibus toda noite depois da reunião da MUVUCA. Obrigado por me ouvir e rir das minhas doidices. Você é um amigo sem igual.

Gustavo Ferreira disse...

Seus queridos!

Brenda Maciel disse...

Gus! Este post tá lindo...
Quero mais anos desse jeito! Vou sentir saudades da gente :(

Lorena Saraiva disse...

Que lindo *-*
Gustavo sempre nos surpreendendo com seus ótimos textos.Eu já tava com saudade de ver a família todos os dias, depois desse texto mais ainda.Espero que os nossos próximos três anos sejam tão mágicos como este.