sábado, 2 de julho de 2011

Longe




“Tudo era apenas uma brincadeira, e foi crescendo, crescendo...”

Quando Peninha escreveu esse verso, nós sabemos que tratava-se de uma história de amor, que começou despretensiosa, pelas beiradas, e o tempo se encarregou de transformá-lo em algo tão grande, maior do que qualquer um poderia imaginar. E, pensando bem, a fórula é a mesma para outras situações, quando nossos projetos, nossos sonhos, nossas vidas se tornam maiores que nós mesmos.

Tudo bem, vamos começar pelo que já começou: o amor. Quantas vezes aquele casinho de festa pode virar casamento? Não são poucos os casos de casais formados do nada, do simples prazer, até mesmo do orgulho de uma ou de ambas as partes, que não aceitam a possibilidade de um compromisso, de se amarrarem a alguém. Sinto dizer, amigo, mas se até o Lázaro Ramos da novela mudou, imagina se você não pode.

Assusta, mexe com tudo, vira de ponta-cabeça, e só te acorda quando não há mais volta. Tá, acho que exagerei, pode ter volta sim, mas afirmar isso tira a beleza da mensagem. Se um parceiro amoroso pode surgir de uma brincadeira, o que dizer de uma relação profissional? Muitas vem de simples recados no Twitter, e vão crescendo, crescendo... Uma mensagem leva a outra, o famoso boca-a-boca (não necessariamente oral). Dá certo.

Com amigos a regra é a mesma. Hoje é muito fácil conquistar seguidores nas 82764539 mídias sociais das quais somos membros, basta um clique ou dois. Pseudo-amigos hoje, por que não amigos de verdade amanhã? Você pode até não conhecer pessoalmente, mas a vida do outro não é segredo para você. E bingo! Vocês já têm assunto para o primeiro encontro. Daí pra frente o tempo, a convivência e a empatia mútua se encarregam do resto.

O tempo, aliás, pode mudar os nossos sonhos também. Tudo começa num simples exercício de imaginação sem perspectiva nenhuma, uma brincadeira de “quero ser”. Acabamos sendo, crescendo, e as crianças sonhadoras se tornam crianças que se esbaldam com o doce sabor do dever cumprido. Realização. Ela vem com esforço, é óbvio. O que não impede a surpresa do parar, pensar e ver que o topo nem era tão distante assim, ou que ele ainda nem tenha chegado.

Parar, pensar, escrever. Os primeiros textos nunca são os melhores, e até que a gente tenha coragem de divulgar o que faz, nenhum outro é. Como divulgar? Hoje é bem mais simples, chega a ser infantil. Talvez por isso que o medo de ser pífio encubra tantos talentos nascentes.  Mas a confiança vem, vem, e de repente um caminho muito bacana foi traçado, e o agora espanta por nunca ter sido imaginado.

O reconhecimento é real, a segurança é conseqüência. Então nem pensa em desistir do seu site, blog, algo assim. Aliás, nunca desista de nada, por menor que pareça. Um dia você vai sorrir ao olhar para trás e vai ter orgulho em dizer: “caramba, como eu cheguei longe”!



E como o Etc chegou longe! Esse é o POST 200 deste blog, que também começou como uma brincadeira, e foi crescendo, crescendo... Obrigado a todos vocês que leram ao menos um destes tantos escritos que fizeram essa história. Mais 200 posts? Pode crer que sim!



IMAGEM: http://www.hq.nasa.gov/office/pao/History/ap11ann/kippsphotos/6550.jpg


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