quinta-feira, 7 de abril de 2011

A serviço do mundo




Eu sou aquele que mostra a sua cara, a minha, a nossa, para o mundo. Aquele que conta a história, sem medo, a todos, de qualquer raça, de qualquer opinião. Eu sou o rosto do trabalhador, do desempregado e do patrão. A voz da criança, do estudante, das autoridades. Eu sou quem fala por quem não tem voz.

Eu sou o mensageiro, fiel narrador dos fatos, fiel. Não sou a verdade absoluta, e mesmo se ela existisse, eu não a seria. Mas o meu compromisso é o de sempre ser guiado pelas rédeas da idoneidade, da precisão, da credibilidade. Você pode não confiar em mim completamente, mas eu faço de tudo para mudar sua opinião sobre mim. Eu sou formador de opinião.

Eu sou formação, informação. O canal direto entre quem precisa aparecer, ser ouvido por quem nos governa, e que nos são tão distantes. Profissionalismo, eu tenho. Minha obrigação não é nada menor do que a de ser porta-voz de cada um. Palavras que ecoam, recados, palavras. Eu sou quem retrata o cotidiano, para quem o vive, e para quem o quer viver.

Eu sou fiscal dos políticos, dos mandatários da nação e de quem mais detém o poder, e devo zelar para que eles cumpram as funções, pelas quais foram eleitos por todos, inclusive por mim. Tenho consciência de que não adianta apenas reclamar. Preciso provar. Não posso me dar o deleite de manipular os acontecimentos, brincar com vidas, mexer pauzinhos. Eu sou, e devo ser para sempre, alguém em quem você possa confiar.

Eu não sou juiz, nem deus ou algo parecido. A mim não compete o poder de decidir algo, julgar, condenar ninguém. A minha função é fazer você pensar. Eu analiso, eu discuto, eu busco informações, e meu esforço é levar a você o que de mais importante acontece, neste planeta cheio de fatos vagos, pequenos. O meu trabalho é fazer você refletir.

Eu sou profissional, e devo sempre seguir as normas éticas que, na verdade, não podem ser exclusivas a mim. Ética é algo que se semeia em casa, nas escolas, na sociedade em geral. Todos nós temos que preservar nossos valores, mas sou eu que, por obrigação, devo ajudar a todos neste processo. Eu sou o respeito, e meu dever é fazê-lo imperar entre as pessoas.

Eu sou quem abre os olhos do povo para as verdades, limpando os tapetes, matando cobras e mostrando paus. Eu sou a coragem. De ir atrás, de viver por isso, de se arriscar pelo social, que carrego no nome da minha graduação. A função social impera em mim. Não poderia ser diferente.

Eu sou o viajante, cavaleiro andante, sempre atento ao que acontece para além do meu umbigo. Eu sei o que é universalidade, e faço o possível para que todos conheçam todos, e que o mundo seja, cada vez mais, uma Pangéia de conhecimento. Eu não guardo o que faço. Meu trabalho é fazer serem vistos os rostos e as imagens da humanidade.

Eu sou aquele que tudo vê, mas nunca serei o que tudo sabe. Ninguém sabe tudo. Mas eu procuro o que estiver ao meu alcance, para alcançar você. Eu sou olhos, ouvidos, cordas vocais. Eu sou atemporal, eu sou rádio, TV, jornal. Não durmo, nem descanso. Sou funcionário do mundo, 24 horas por dia. Eu sou testemunha da história. Eu sou JORNALISTA.


2 comentários:

jessica.sobral_ disse...

Nossa senti até orgulho em fazer comunicação. Texto lindo, parabéns!

Robson H. disse...

Bem a tua kra si texto Seu...
Na moral fazia tempo que não lia
teus textos..esse tá mt firme...
Abração