terça-feira, 12 de abril de 2011

O crime do milênio - parte II


Quem matou Ricardo Barreto? Suspeitos não faltavam. Um homem da importância de Ricardo não chegou onde chegou sem conquistar grandes inimigos durante sua vida. E muitos. O maior deles era Vicente Moraes, ex-melhor amigo de Ricardo, que nunca se conformou em perder Catarina, sua namorada de infância, para o rival. Um motivo, um suspeito. Mas Vicente estava em Buenos Aires, portanto fora da lista de suspeitos. Quem, além de Vicente, seria capaz de matar? E por quê?

As investigações foram respondendo essas perguntas, encontrando ligações que nem a melhor biografia seria capaz de revelar. Acaso. Pouco tempo depois do crime, houve uma auditoria nas empresas do Grupo Barreto, que apontou aquilo que as poses tentaram esconder do povo. Um rombo milionário, talvez, poderia ser uma causa. Mas para quem? Um suicídio não estava em cogitação, mas, com certeza, muito mais pessoas estavam envolvidas nisso. Rabos presos, ratos soltos.

Logo a polícia focou no chefão do dinheiro do Grupo, era natural. Chegaram, então, a Álvaro Drummond, diretor financeiro do grupo, amigo pessoal de Ricardo. Um homem íntegro, de princípios, parceiro de Ricardo desde a infância. Nunca teve filhos, mas era bastante reconhecido profissionalmente, tinha várias mulheres, dinheiro, fama, e isso supria – ou tentava suprir – a falta de uma família em sua vida. Viúvo há mais de 15 anos, nunca mais conseguiu se envolver com outra mulher, devido a um trauma do passado.

Quanto ao dinheiro, alegou não saber de nada, e, sutilmente, deu informações que levaram a Nando, o filho mais novo, o rebelde, que nunca aprovou as atitudes do pai. Sempre quis independência, vivia em conflito com Ricardo e, logo depois do assassinato, resolveu se mudar de São Paulo, para viver com Duda, namoradinha de colégio, parceira de suas loucuras. Com que dinheiro ele conseguiu ir embora? Por quê? 

Continua...




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