sábado, 30 de abril de 2011

Hiato


E
screver. O sublime ato da criação, onde os melhores personagens vivem as histórias mais inusitadas, ou a realidade se torna mais leve ou pesada, sem deixar de ser real. Campo dos sonhos, também. Inventar, voar nos pensamentos, delírios delirantes da imaginação, aquela que nunca para de funcionar. Será mesmo?

Inspirações. Tudo no planeta serve de ponto de partida para um livro, uma história, uma crônica, mas a condição principal de um bom escrito não é o que o motiva, e sim o que é motivado. No caso, o autor. E por mais produtivo que ele seja, o escritor não está imune da pausa natural, que todos nós, artistas ou não, precisamos e vivemos. É praxe. Eis que chega o momento da vida onde as coisas param. Porque outras tomaram o seu tempo, ou porque a mente precisa descansar.

Eu não disse que a mente para de funcionar. Pois não para. Máquina com gerador infinito, nosso cérebro nos abençoa com idéias a cada segundo. Seja isso bom ou ruim. Me refiro ao momento, ao contexto atribulado, que te sublima, que te afasta do prazer de escrever. Cansaço, dia cheio, problemas. As palavras escasseiam, a fonte dá sinais de que está fraca, quase seca, e você acaba pensando que nada mais te traz de volta às letras. Se você chegou, como eu, a esse ponto, amigo, reaja.

Não encare a vida como um vazio, o vazio que você, provavelmente se tornou ultimamente. Vazio, de tão cheio. De tudo. Muita informação te deixa desinformado, a água em excesso afoga, muito para não te deixar fazer nada. Não se esqueça das pessoas, lembre dos amores, valorize o pouco que te deixa animado, disposto, vivo. Pode ser que você viva o melhor momento da sua vida, e mesmo assim você sinta que algo ainda falta, por mais que não falte. Confuso, né? Eu sei.

Mas, para sorte de todos os embaralhados de plantão, fica o clichê adaptado: nunca é tarde para que sintamos o recomeço, a primeira palavra escrita, reescrita. O ânimo de um escritor vem do que ele guarda de mais precioso: o talento. E esse, pessoal, não depende de nada. Pode passar o tempo que for, mas ele fica ali, guardado, espera quieto, até o momento em que algo lhe traz à tona novamente. E quem tem talento não precisa de pressa. As letras aparecem, e lá estamos nós, escritores, voltando ao lugar que nunca abandonamos. As páginas de uma história que ajudamos a escrever, todos os dias. 


sábado, 23 de abril de 2011

Mea culpa


A nossa cabeça é fértil, e disso ninguém duvida. Nos oferece idéias frescas, como as frutas da estação, que nunca paramos de colher. Mas, como tudo tem dois lados, nesse mundo maniqueísta e óbvio, na mesma terra onde frutificam serenidade, inteligência, razão, muitos insistem em plantar a semente da perfeição, que, não adianta o quanto se regue, nunca vai dar frutos verdadeiros. Em especial uma fruta, doce e vistosa, mas que, em excesso, acaba causando uma grande dor de barriga. Seu nome é ilusão.

Errar é sinal de que somos movidos por sangue, controlados por um cérebro que nós comandamos, e um coração, que nunca conseguiremos domar. Errar é a prova de que nada pode ser perfeito, pois se fosse, tudo seria nada. O que nos faz existir é, justamente, essa desigualdade, esse excesso de personalidade, esse espírito que sempre busca se elevar. E as falhas ajudam a encontrarmos nossas fissuras, e a consertá-las. Reconhecer o que foi feito de errado, sem que tenhamos percebido ou mesmo percebendo, é o que nos leva a um degrau da eterna subida humana, que nem todos conseguem alcançar. O degrau do perdão.

Não adianta querermos nos iludir, fantasiando um conto de fadas, pois são apenas contos. Não existe príncipe encantado, nem nuvens de algodão doce. Um ser humano não pode se vestir de personagem, e nem teria motivos para isso. Nós erramos sim. Eu, você, todos nós. Se a situação é propícia, se fazemos de propósito, ou inconscientemente, isto sim depende de cada indivíduo. O que fica de universal é a idéia de que todas as pessoas tem falhas, que em algum momento acabam se expondo, expondo quem não precisa ser.

Muitas vezes nós não falhamos conosco. Seria muito fácil nós sermos os nossos próprios juízes, responsáveis pela nossa sentença. Mas, e quando falhamos com outra pessoa? Com uma pessoa que a gente gosta, ama, admira, e que faz de tudo para não errar com a gente? Acontece. O que fazer? Nada mais honesto do que reconhecer, buscar uma solução. Explicar.

Nunca suprima a chance de alguém se retratar. Ali pode estar a chave para uma resolução mais fácil e mais rápida, que poderia amenizar e muito as conseqüências. Consequências que, muitas vezes, ganham proporções astronômicas, se comparadas ao que realmente aconteceu. Coisas pequenas, copos d’água, que se tornam turbilhões, para quem se sente lesado. E para quem erra? Não é fácil admitir, olhar-se no espelho, e encontrar em si mesmo os defeitos que, para outra pessoa, ficam tão evidentes. Nosso orgulho não nos deixa sermos mais gentis conosco, com o próximo, e assim, muitos preferem insistir no erro e aumentá-lo, do que, simplesmente, pedir perdão.

O que nós sabemos de perfeição? Apenas um detalhe: ela é mito. Somos reais, e aqui neste jogo, somos sujeitos a tudo, de erros a acertos, de quedas e subidas, de bem e mal. Não se comportar como bonecos de porcelana nos ajuda demais ao encarar a vida como ela é. Não digo que não precisamos de fantasia. É lindo poder se imaginar em um lugar onde tudo está no seu devido lugar, inclusive as pessoas e seus instintos.

Ora, desde quando somos pragmáticos, fechados, vendidos em caixas, nas mesmas estantes, como estereótipos de existência? Podemos não ter os mesmos pontos de vista, porém acabamos sempre derrapando em alguma coisa. Por mais que tentemos ser lisos, sem estrias nem desvios, alguma hora nossos defeitos se sobressaem, nos atingem, atingem a quem não merece. Tome cuidado com seus erros. Deixe que eles existam – não há saída. Mas saiba reconhecer quando errou, saiba ouvir os motivos. Saiba perdoar. Pois perfeição... Ah, a perfeição...  



Imagem: http://filthymac.apostos.com/files/2010/07/culpa.jpg

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O fantástico mundo da amizade


Um pai, uma mãe, um irmão, todos esses são os companheiros que a vida coloca em nosso caminho desde sempre. Podem ter até defeitos, arestas não aparadas, mas estão conosco como personagens fixos, que conhecemos ao acordar, sem escolher. Quando crescemos, entretanto, nós nos damos a chance de montar o que chamamos de cotidiano, com a liberdade de trazer para perto as pecinhas que nos completam, por afeto, afinidade. Essas pecinhas não são aleatórias, o destino faz com que elas sejam as pessoas certas, na hora certa. Essas pecinhas são os amigos.

E o quebra-cabeças começa a ser montado pela nossa vida desde pequeninos, quando a inocência das primeiras descobertas aglutina os pequenos interesses de pequenas pessoas. Puro, honesto, verdadeiro. A essência da verdadeira amizade, o cerne de uma relação duradoura. Quando crescemos ao lado de amigos, a necessidade de estar ao lado difícil, mas muito dificilmente mesmo, se extinguirá. Mal sabíamos que aquele lápis de cor que pedimos emprestados ao coleguinha do lado, lá na pré-escola, seria o estopim para o início de uma bela história.

História que começamos a qualquer momento. E o que seria a vida, além de uma colcha de retalhos, sempre incompleta, infinita? Cada pedaço da nossa caminhada nos dá como prêmio mais e mais personagens, para o nosso livro de memórias. Nunca estamos sós por aqui. Todos os dias são novas oportunidades, e novas pessoas, por tabela. Vamos agregando, agregando, agregando... E quando nos damos conta, sai de baixo! Já estamos cercados de tantos amigos. Seja em qual vida, social, virtual, sócio-virtual...

Como se mede uma amizade? Pelo número de seguidores? Pelos que “curtem” você? Eu ainda prefiro acreditar em algo mais real. Assuntos comuns, pontos de vista diferentes, o que seja. Quem é amigo não precisa concordar sempre com o outro, aliás, muitas relações se sustentam, justamente, na chance do contra-discurso. Opiniões, opiniões, opiniões. Aquelas que constroem, solidificam, embasam uma amizade verdadeira. E a sinceridade é o que nunca pode faltar, nesta via de idas e voltas, como qualquer outra relação séria e duradoura.

Respeitar o que o outro pensa, ajudar o outro a entender, abrir olhos. Amizade é parceria, é companheirismo, é ser vários em apenas um. Loucura e santidade, como pede Oscar Wilde. Perceba quem sorri com você, mas dê valor a quem chora com você. Mais vale o amigo das horas em que mais precisamos, pois estes são os que provam fidelidade a qualquer momento. Ser quem te dá o frescor da juventude, sem lhe tirar da realidade crua do mundo. Fazer você sonhar demais, e acordar quando for demais. Incentivar, segurar as rédeas, dar as mãos.

Como se mede uma amizade? Faça o teste: experimente viver um dia aparentemente comum, sem planejar nada (não existe algo mais nocivo e imbecil do que o pragmatismo de uma rotina), e quando acontecer algo que você pense ser pequeno, simplório, viva intensamente. Após isto, guarde em seu computador uma imagem, de preferência a mais patética, que una todos os personagens deste momento. Serve ser na memória mesmo. E olhe esta imagem dias, meses, anos depois. Se, por acaso, um sorriso involuntário se abrir em seu rosto, saiba duas coisas. Primeiro, este sorriso não foi involuntário. Segundo, e o mais importante: você vai lembrar que não faria algo tão ridículo com pessoas que não fossem, realmente, seus amigos.






sexta-feira, 15 de abril de 2011

O crime do milênio - FINAL


Quando a polícia chegou à casa de Álvaro, a empregada disse que o chefe tinha acabado de sair de casa, dizendo que ia fazer uma viagem longa, levando muita bagagem. Essa era a prova que faltava para justificar o roubo da empresa. Álvaro era foragido, e a polícia começou a perseguição. Quando o empresário percebeu, acelerou seu carro, levando os policiais na sua cola. Ele não parava.

A imprensa, essa hora, já sabia, e acompanhava atentamente. Um fugitivo nas ruas da metrópole do Brasil. Até que Álvaro ficou encurralado por uma blitz na estrada de saída da cidade. O cerco tinha se fechado. Ele ainda tentou fugir correndo, mas foi em vão. Todas as armas estavam apontadas para ele, não havia saída. Não havia como escapar. Foi ele. É ele. Suas atitudes responderam a pergunta que intrigou a cidade. Álvaro matou Ricardo Barreto.

Porém ainda faltavam respostas. Por quê? Desde que conheceu Ricardo, Álvaro viu que o amigo era sempre o queridinho da turma, o destaque da faculdade, o mais bem sucedido no trabalho, na família. Entretanto, não foi esse o principal motivo. A noite do crime foi mais longa do que nós imaginamos.

Na tarde antes da festa no Sunrise, Catarina procurou Álvaro para contar que Vicente continuava a chantageando, exigindo que ela se separasse de Ricardo e de Álvaro, para ficar com ela, do jeito que sempre desejou. Álvaro já estava farto, queria acabar com tudo de vez, e contou do plano de matar Vicente. Catarina, atônita, não aceitou, ficou com medo, não queria ser culpada pela morte de ninguém.

Mas Catarina tinha algo mais a contar para o amante. Adriano era seu filho. Ao saber disso, Álvaro enlouqueceu de ódio, os dois brigaram feio, ele não aceitava ser passado para trás por mais de 20 anos. Foi imperdoável, Álvaro deu um tapa na cara de Catarina, a expulsou com violência do quarto de hotel onde sempre se encontravam. Álvaro Drummond estava tomado pela ira, mas acima de tudo, estava inconformado por ver seu maior rival criar o filho que ele nunca teve, a única chance de construir uma família lhe foi tirada por Ricardo. O mesmo Ricardo que já tinha levado Catarina, na juventude.

Então, quando a noite chegou, no salão do Sunrise, ele cumpriu sua vingança doentia. Aproveitou o apagar das luzes, se posicionou bem escondido, e disparou dois tiros certeiros contra o maior inimigo.  Estava feito. Ninguém desconfiaria dele, era óbvio. Por isso Álvaro acusou Nando, o filho mais novo, de ter roubado a empresa, se aproveitando da fama de rebelde do jovem.

E Vicente? E Letícia? Qual a relação entre os crimes e o assassinato de Ricardo? Era simples. Letícia, ao descobrir que Álvaro era o pai biológico de Adriano, foi até sua casa, para descontar sua raiva. O empresário e ela discutiram, Letícia se exaltou, e acabou revelando que iria contar para Vicente naquela mesma noite, e que não demoraria para que sua carreira estivesse arruinada, como a família dela já estava. Um escândalo era tudo o que Álvaro não queria.

Não havia outra escolha, a não ser apagar as ameaças. Horas depois, o assassino invadiu o apartamento de Vicente, esperou os dois dormirem e, sem pena, acabou com tudo a golpes de faca. A partir daí, Álvaro já estava envolvido demais, sujo demais, logo seria o principal suspeito. Por isso decidiu fugir. Mas foi encurralado. Confessou. Mesmo assim, não aceitaria perder para a polícia. A arma que empunhava foi o tiro de misericórdia. Suicídio. Em frente a todos, o assassino se tornou vítima. De sua ambição desmedida, de sua inveja maldita. Álvaro Drummond matou e morreu por vingança.





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quinta-feira, 14 de abril de 2011

O crime do milênio - parte IV


Mais duas vítimas. Mais dois crimes. Quem seria capaz de tamanha crueldade? Era evidente que as mortes estavam ligadas ao assassinato de Ricardo. O que faltava era descobrir como. A lista de crimes do assassino, ou assassina, estava aumentando muito. Um dos principais suspeitos tinha virado vítima, ao lado da filha de Ricardo, sua futura sucessora, braço direito. Como explicar a presença de Letícia na cama do maior inimigo de seu pai? Por quê?

Catarina não acreditava na notícia. Sua filha, a primogênita, estava morta. Era tão chocante quanto pensar que... Adriano. Desde que soube da traição da mãe, sumira, e ainda estava desaparecido. Ninguém o viu nas últimas horas. A polícia, considerando o estado atormentado do rapaz, passou a procurá-lo, como principal suspeito pela morte de Vicente e de sua própria irmã. Talvez ele pudesse explicar muito mais coisas.

E depois de um dia inteiro de buscas, Adriano foi encontrado. Estava a caminho da casa da família em Santos, quando foi encontrado na estrada, pela Polícia Rodoviária. Já na delegacia, Adriano começou a se explicar. Para começar, onde estava na noite anterior. Adriano, então, conta que passou a noite em claro, vagando por São Paulo, pensando no que acabara de descobrir sobre sua mãe. Atordoado, andou pela cidade inteira, e acabou dormindo no carro, em pleno Ibirapuera. O delegado continuava desconfiando, e queria saber mais.

Acabou sabendo. Adriano contou ao delegado que Catarina o disse quem era o amante. Mas, além do que isso, que esse amante era o seu verdadeiro pai. Era Álvaro, o melhor amigo de Ricardo. Adriano tinha motivos, mas disse que não foi atrás do pai, muito menos de Vicente, que ameaçou sua família com esse segredo. Adriano estava confuso. Foi pensar. Mas não mataria ninguém, muito menos sua irmã.

No meio do depoimento, o telefone toca. Era um dos investigadores, informando que tinha descoberto documentos recentes, no escritório de Ricardo, que revelavam que mais de 4 milhões de dólares foram desviados do Grupo Barreto. E que, na mesma hora, a polícia estava em busca da única pessoa que poderia realizar a transação que, aos poucos, começava a esclarecer o grande mistério. 

Continua...



quarta-feira, 13 de abril de 2011

O crime do milênio - parte III


Nando não seria capaz de arquitetar um plano destes sozinho, precisaria de alguém mais competente para isso. Logo Nando, que nunca se interessou pelos negócios da família. Isolado da família, era ignorado pela mãe, que nunca confiou nele, mas seus irmãos nunca desistiram dele. Adriano e Letícia tentaram muito colocar juízo na cabeça do jovem Nando, mas ele nunca ouviu, nunca quis ser manipulado. Seu maior medo era ser teleguiado pela irmã, Letícia, o braço direito de Ricardo, a sucessora na cadeira da presidência do Grupo. Como mais velha, sempre a mais responsável, a pessoa em quem seu pai mais confiava.

Enquanto as investigações prosseguiam, Catarina, a viúva, apresentava um comportamento estranho, contrário para o que se esperava de uma mulher que sofreu e chorou a morte do marido. Parecia mais jovem, mais feliz, comprava roupas caríssimas, vivia em festas da alta sociedade paulistana. Passou à condição de suspeita. A polícia começou a procurar algo que ligasse Catarina ao assassinato de seu marido, e acabou encontrando o que seria a chave para um novo caminho para as investigações.

Segundo os registros telefônicos da matriarca dos Barreto, foi descoberto que, no dia do crime, Catarina recebeu uma ligação demorada e muito suspeita. Era Vicente, que supostamente estava na Argentina. Entretanto, a chamada tinha sido realizada do telefone da residência de Vicente, em São Paulo. Acuada, Catarina então confessou que recebeu uma ligação do empresário, e disse que ele a ameaçava, constantemente. Ameaçava contar um segredo de mais de 20 anos, que destruiria a sua família. Catarina tinha um amante.

Mas quem era esse amante? Será que ele teria alguma relação com o crime? E Catarina? Agora ocupava o topo da lista de suspeitos. A viúva não revelou o nome dele ao delegado, mas a  notícia abalou as estruturas de sua família. Os filhos não acreditavam no que descobriram, não sabiam como reagir. Mas ninguém sentiu tanto com essa revelação do que Adriano, o filho preferido. A decepção foi enorme, ele não aceitava ser filho de uma mulher que os traiu a vida inteira. Revoltado, após uma briga terrível com a mãe, Adriano saiu de casa, desgovernado. Sem rumo. Não deu notícias.

Enquanto isso, Vicente estava na mira da polícia, pois seu álibi tinha sido destruído. Ele mentiu, estava em São Paulo. Os investigadores foram atrás da verdade e descobriram que realmente Vicente mentiu. Estava na cidade, no dia da morte de Ricardo. Intimaram com urgência o empresário para depor sobre o que aconteceu, por quê ele mentiu para todos, dizendo que estava em Buenos Aires? O que ele estava fazendo na noite de 31 de dezembro de 2000? Entretanto, ele não teve chance.

Dois dias depois, chega a notícia: Vicente Moraes fora encontrado morto a facadas no seu flat, na noite anterior, em sua cama, ao lado de uma mulher, uma jovem. A jovem era Letícia, filha de seu maior rival.

Continua...



terça-feira, 12 de abril de 2011

O crime do milênio - parte II


Quem matou Ricardo Barreto? Suspeitos não faltavam. Um homem da importância de Ricardo não chegou onde chegou sem conquistar grandes inimigos durante sua vida. E muitos. O maior deles era Vicente Moraes, ex-melhor amigo de Ricardo, que nunca se conformou em perder Catarina, sua namorada de infância, para o rival. Um motivo, um suspeito. Mas Vicente estava em Buenos Aires, portanto fora da lista de suspeitos. Quem, além de Vicente, seria capaz de matar? E por quê?

As investigações foram respondendo essas perguntas, encontrando ligações que nem a melhor biografia seria capaz de revelar. Acaso. Pouco tempo depois do crime, houve uma auditoria nas empresas do Grupo Barreto, que apontou aquilo que as poses tentaram esconder do povo. Um rombo milionário, talvez, poderia ser uma causa. Mas para quem? Um suicídio não estava em cogitação, mas, com certeza, muito mais pessoas estavam envolvidas nisso. Rabos presos, ratos soltos.

Logo a polícia focou no chefão do dinheiro do Grupo, era natural. Chegaram, então, a Álvaro Drummond, diretor financeiro do grupo, amigo pessoal de Ricardo. Um homem íntegro, de princípios, parceiro de Ricardo desde a infância. Nunca teve filhos, mas era bastante reconhecido profissionalmente, tinha várias mulheres, dinheiro, fama, e isso supria – ou tentava suprir – a falta de uma família em sua vida. Viúvo há mais de 15 anos, nunca mais conseguiu se envolver com outra mulher, devido a um trauma do passado.

Quanto ao dinheiro, alegou não saber de nada, e, sutilmente, deu informações que levaram a Nando, o filho mais novo, o rebelde, que nunca aprovou as atitudes do pai. Sempre quis independência, vivia em conflito com Ricardo e, logo depois do assassinato, resolveu se mudar de São Paulo, para viver com Duda, namoradinha de colégio, parceira de suas loucuras. Com que dinheiro ele conseguiu ir embora? Por quê? 

Continua...




segunda-feira, 11 de abril de 2011

O crime do milênio - parte I


31 de dezembro de 2000. Como tradição, a última noite do ano, neste caso, do milênio, seria celebrada na festa do empresário Ricardo Barreto, onde a elite paulistana se reunia para comemorar mais um ano de riqueza e esnobismo. Como sempre, muitos convidados, imprensa, famosos, quase-famosos e penetras, juntos e pretensiosamente contentes. Ricardo, um dos grandes do ramo de hotelaria nesse país, ostentava sua riqueza sempre com um reveillon histórico, na obra de sua vida, o Sunrise Plaza, maior hotel de São Paulo. Requinte era a palavra de ordem. Pelo menos parecia.

Ricardo era um homem muito admirado pelo seu sucesso, porém muito visado, pela mesma razão. Muitos, quase todos os presentes na grande festa estavam ali por nada mais do que um cheque gordo e uma foto ao seu lado nas colunas sociais do dia seguinte. Quer oportunidade melhor de auto-promoção do que o reveillon de Ricardo Barreto? Milionário, famoso, garantia de sucesso, tudo o que um “amigo” deve ter para conquistar os ávidos olhos das águias que sempre o rodearam. Mas a festa continuava impecável.

A cada flash, brotavam sorrisos. O tapete vermelho do Sunrise continuava cheio de estrelas que abrilhantavam a magia falsa dessa festa. Ricardo acompanhava orgulhoso por, mais uma vez, ser o centro das atenções de uma noite cheia de atenções. Sua esposa, Catarina, deslumbrante como sempre, desfilava um Valentino exclusivo, com o garbo de quem está onde está. Os seus filhos, três, de temperamentos bem diferentes, completavam a foto. Letícia, a primogênita, orgulho do pai, a certeza de um futuro seguro para os negócios. Adriano, o eterno jovem, que seguiu um caminho diferente, e hoje é um grande jornalista. O mais rebelde é Fernando, Nando, que não suporta a ideia de estar usando terno e gravata.

As horas passam, a festa continua, e a música continua. O ano está no fim, e vai começar a contagem regressiva. 10. Ricardo anuncia o início dos fogos. 9. Os convidados esperam. 8. Burburinho. 7. A família Barreto sorri para as câmeras. 6. As luzes, de repente, se apagam. 5. Tensão. 4. Um tiro. 3. Outro tiro. 2. As luzes se acendem. 1. Ricardo está ensanguentado, está morto. 0. 2001 começa, e a vida de Ricardo Barreto está no fim. Ironicamente, enquanto o corpo está estirado no salão, fogos estouram no céu. Comemorando o quê?

A família se desespera, o choro chocado dos filhos, mais flashes, mais gente que queira aproveitar a notícia. A morte de Ricardo Barreto não demorou a se tornar a manchete de todos os jornais. Mas ninguém poderia sair daquele hotel, tratava-se de um assassinato. A festa acabou, Ricardo acabou, mas a história está apenas começando.


Continua...


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Desabafo


Hoje poderia ser um dia comum. O Rio de Janeiro continuava lindo, continuava sendo, mas um rapaz mudou tudo. Simplesmente entrou no colégio onde estudou há anos atrás, empunhou duas armas, e atirou. Simplesmente. Matou mais de uma dezena, matou crianças. Não precisa ser carioca, fluminense, nem ao menos morar perto, para sentir o que eu e muitos de vocês estamos sentindo. A palavra é REVOLTA. Alguns moralistas podem achar cedo demais para acusar, para julgar, ninguém sabe o que levou este homem, de nome Wellington, a fazer o que fez. Mas o que isso importa agora? Neste momento todo o país se pergunta, perplexo: quem era esse homem? Como conseguiu entrar? Como era a sua vida? POR QUÊ? O motivo, ou os motivos, nada disso importa. Agora o sentimento é de REVOLTA.

Revolta com o sistema, talvez, que não soube evitar que as armas do crime estivessem com ele, na hora errada, no lugar errado. Revolta por quem votou SIM no referendo das armas de alguns anos atrás. Revolta por este doente, que certamente não teve uma família de verdade, amigos de verdade, uma vida de verdade. De quem é a culpa? A auto-estima baixa, a tristeza, o andar cabisbaixo todos os dias, a reclusão... De quem é a culpa? De Deus? Dos pais adotivos? Afinal, ninguém conhecia tão bem o jovem, de 23 anos, talvez nem ele mesmo... Mas para sempre uma certeza nós já temos. Nenhuma das 12 vítimas da raiva de um louco, NENHUMA, tinha uma parcela sequer de responsabilidade pela sua infelicidade, seu desvio de caráter, ou qualquer que tenha sido o motivo para tamanho banho de sangue. Eram CRIANÇAS, CRIANÇAS que não mereciam. Quem merece?

Aqueles meninos, principalmente meninas, estavam ali, na escola (vejam bem, uma ESCOLA), para aprenderem algo de bom para fazerem nesta vida cheia de vilões e corrupção. Estavam seguros, se sentiam seguros. Eram apenas CRIANÇAS. Cheias de sonhos, com futuros cheios de cor, talvez a salvação para quem queria ter mais do que os pais, que tanto batalhavam para sustentar uma família. CRIANÇAS. Poderia ser qualquer um, de qualquer raça, credo, opção sexual, seria brutal, criminoso, monstruoso. Matar crianças é muito mais do que um qualificante criminal. É uma crueldade sem nenhum precedente, é falta de coração, é falta de base. Faltou muita coisa na vida deste rapaz, que descontou suas dores em pequenos que talvez nem o conhecessem.

Ainda não temos muitas respostas, que deixamos para a Justiça responder, mas todos, que de certa forma imaginam a dor de uma perda, estão absolutamente perplexos com o tamanho dessa tragédia. Eu não preciso ser pai para chorar com o desespero daqueles pais do Realengo, que não terão seus meninos, seus brasileirinhos de volta. Eu não preciso ter visto o sangue derramado para chorar, por dentro e por fora, ao ver as imagens de uma guerra, que sempre parece tão longe de nós. Está mais perto do que a gente possa imaginar. Eu sinto revolta, acima de tudo, em saber que, a cada notícia destas, a cada morte deste tamanho, nós não podemos fazer nada. A vida vale cada vez menos. Como um futuro jornalista, eu tenho medo de me acostumar com monstruosidades como estas que eu vi nesta quinta. Como filho, eu não suportaria a idéia de ver meus pais chorarem por algo parecido. Como cidadão, eu só rezo pra que nós não tenhamos que encarar tão cedo outra barbárie. Medo. Eu sinto revolta. Eu sinto MEDO.

Se alguém achar que eu errei, exagerei nestas palavras, sem revisão, eu espero que entenda que, depois de ver um Jornal Nacional histórico, que me fez enxergar, finalmente enxergar tudo o que aconteceu com amplitude e profundidade, eu não me senti a vontade para me calar. É o que eu sinto, é o que eu temo. Que não entre em questão se o jornal é sensacionalista demais, apelativo, ou se é de emissora A, B ou Z. Nada hoje pode ser mais importante do que aquilo que a chacina deixa em todos nós, mesmo que ainda não saibamos, ao certo, o que seja. Até agora, as lágrimas de um cidadão assustado só me deixam uma sensação de impotência, em relação ao mundo, aos psicopatas, à violência. O que fica disto tudo é um incômodo, que a banalidade da vida, possivelmente, atenuará com o passar dos dias, mas que, certamente, sempre voltará, daqui a 1, 10, 100 anos, na memória de quem viveu, lá, aqui ou em qualquer lugar, este 7 de abril de 2011.
O que eu quero é ainda ter esperanças, nas coisas, no mundo, nas pessoas. O que eu quero é PAZ.

A serviço do mundo




Eu sou aquele que mostra a sua cara, a minha, a nossa, para o mundo. Aquele que conta a história, sem medo, a todos, de qualquer raça, de qualquer opinião. Eu sou o rosto do trabalhador, do desempregado e do patrão. A voz da criança, do estudante, das autoridades. Eu sou quem fala por quem não tem voz.

Eu sou o mensageiro, fiel narrador dos fatos, fiel. Não sou a verdade absoluta, e mesmo se ela existisse, eu não a seria. Mas o meu compromisso é o de sempre ser guiado pelas rédeas da idoneidade, da precisão, da credibilidade. Você pode não confiar em mim completamente, mas eu faço de tudo para mudar sua opinião sobre mim. Eu sou formador de opinião.

Eu sou formação, informação. O canal direto entre quem precisa aparecer, ser ouvido por quem nos governa, e que nos são tão distantes. Profissionalismo, eu tenho. Minha obrigação não é nada menor do que a de ser porta-voz de cada um. Palavras que ecoam, recados, palavras. Eu sou quem retrata o cotidiano, para quem o vive, e para quem o quer viver.

Eu sou fiscal dos políticos, dos mandatários da nação e de quem mais detém o poder, e devo zelar para que eles cumpram as funções, pelas quais foram eleitos por todos, inclusive por mim. Tenho consciência de que não adianta apenas reclamar. Preciso provar. Não posso me dar o deleite de manipular os acontecimentos, brincar com vidas, mexer pauzinhos. Eu sou, e devo ser para sempre, alguém em quem você possa confiar.

Eu não sou juiz, nem deus ou algo parecido. A mim não compete o poder de decidir algo, julgar, condenar ninguém. A minha função é fazer você pensar. Eu analiso, eu discuto, eu busco informações, e meu esforço é levar a você o que de mais importante acontece, neste planeta cheio de fatos vagos, pequenos. O meu trabalho é fazer você refletir.

Eu sou profissional, e devo sempre seguir as normas éticas que, na verdade, não podem ser exclusivas a mim. Ética é algo que se semeia em casa, nas escolas, na sociedade em geral. Todos nós temos que preservar nossos valores, mas sou eu que, por obrigação, devo ajudar a todos neste processo. Eu sou o respeito, e meu dever é fazê-lo imperar entre as pessoas.

Eu sou quem abre os olhos do povo para as verdades, limpando os tapetes, matando cobras e mostrando paus. Eu sou a coragem. De ir atrás, de viver por isso, de se arriscar pelo social, que carrego no nome da minha graduação. A função social impera em mim. Não poderia ser diferente.

Eu sou o viajante, cavaleiro andante, sempre atento ao que acontece para além do meu umbigo. Eu sei o que é universalidade, e faço o possível para que todos conheçam todos, e que o mundo seja, cada vez mais, uma Pangéia de conhecimento. Eu não guardo o que faço. Meu trabalho é fazer serem vistos os rostos e as imagens da humanidade.

Eu sou aquele que tudo vê, mas nunca serei o que tudo sabe. Ninguém sabe tudo. Mas eu procuro o que estiver ao meu alcance, para alcançar você. Eu sou olhos, ouvidos, cordas vocais. Eu sou atemporal, eu sou rádio, TV, jornal. Não durmo, nem descanso. Sou funcionário do mundo, 24 horas por dia. Eu sou testemunha da história. Eu sou JORNALISTA.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Até o fim


Nascer. Crescer. Reproduzir. Morrer. Como burlar as leis da natureza? Nascer é um acaso, não depende de nossa vontade, pois, se dependesse, talvez nossa resposta fosse “não”. Crescer é uma dádiva, a evolução natural, o crescer como pessoa, como projeto, os caminhos a seguir. Reproduzir é escolha, é prática, é fincar suas raízes no mundo, por várias gerações. Já morrer... O que seria?

A morte seria mais do que um ponto final, que não significa nada, já que ninguém costuma ler a contracapa? Seria um fardo, a pior das obrigações, que limita algo tão belo, como a vida é? Depende de como você encara o fim, se você o encara como fim. Chamamos de ciclo aquilo que sempre retorna ao ponto de origem, e como na cinemática, independe de sua trajetória. Mas, quando se completa, há duas alternativas: ou a linha segue seu rumo, buscando o inevitável marco zero, ou para por ali.

“Parar por ali” pode significar entregar os pontos cedo, desistir e se conformar. Pode causar imobilidade, falta de desejo, o combustível que move os corações. Um inverno constante. Achar que não há como evitar o inevitável fim não deixa de ser correto, pois nada podemos contra a biologia. Pensar na morte como um trem que pode parar a qualquer momento na sua estação e te buscar traz a ilusão de que você, ali, parado, está protegido. Dos perigos móveis, pode até ser. E a solidão? E a falta de ambição? Não precisamos nos expor aos riscos para os corrermos.

Por outro lado, ter consciência de que um dia tudo acaba, inclusive nós mesmos, instiga, faz nascer necessidades a cada instante, como se fosse o último. Pensando bem, todos nós vivemos um eterno último instante. O amanhã é utopia e prêmio para quem não espera por ele. Já que vou morrer mesmo, que tal experimentar a vida? Confrontar o tempo e fazer dele seu pior inimigo faz de você um eterno vencedor nesta batalha. “Eterno” em que sentido? No que a gente quiser que seja.

Nunca você vai ter a chance de dizer que o lado de lá é assim, assado. Nós, ao contrário dos gatos, só viemos com uma pilha, que ao descarregar, nos apaga. Uma chance, um tempo, uma vida. Uma morte. Para quê, por quê ficar fantasiando o momento da morte, pedindo para que não seja um afogamento ou incêndio, dormindo, acordado? Que diferença faz? Doloroso ou não, quem sente é quem fica, chora pelas nossas vidas que, em algum momento, deve ter sido útil a alguém na terra. Mas o que vale é que ela seja válida para nós.

Ninguém morre de véspera. Se acontece, em algum lugar deste imenso infinito particular, deveria acontecer. Serenidade para conhecer o ponto final, discernimento para não confundir esse saber que vai acontecer com o esperar acontecer. Se a morte é uma certeza, o jeito mais legal de compensar é sendo inusitado, e fazendo com que a vida não seja nada que roteiro algum já escreveu. Escreva. O ciclo já vem pronto desde que nascemos, mas o quanto ele vai durar depende muito da nossa vontade. Que seja eterno enquanto dure.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Verdade




Belém é a capital mais segura do Brasil


De acordo com uma pesquisa realizada em todas as 26 capitais do país e no Distrito Federal, durante os últimos 12 meses, a capital paraense é a cidade com o menor número de crimes registrados no período. Segundo o IBGE, Belém superou as expectativas e ultrapassou cidades conhecidas pela rigidez de seus sistemas de segurança, como Rio de Janeiro e São Paulo, alcançando índices de violência dignos dos menos perigosos países europeus. No último ano, a taxa de assaltos na cidade caiu mais de 90%, enquanto a redução dos homicídios alcançou 80%. A população já se sente bem mais segura para andar nas ruas sem medo de assaltos e sequestros, pois a Polícia Militar aumentou o efetivo em mais da metade, o suficiente para cobrir todos os pontos da cidade, oferecendo proteção a todos.


Lei do Acerto de Contas aprovada pelo STF


Por unanimidade, foi aprovada na manhã desta sexta a Lei do Acerto de Contas, no Superior Tribunal Federal. Os 11 juízes votaram a favor da lei que obriga todos os políticos atualmente em cargos federais (Senado, Câmara, secretarias de Governo e ministérios), enquadrados pela recém-aprovada Lei da Ficha Limpa, devolvam, em um prazo de 7 dias, pelo menos 80% do que desviaram dos cofres públicos, conforme comprovam os processos movidos pelo Ministério Público Federal contra os mesmos. Os “sujos” são, de acordo com um levantamento do MPF, 97,4% dos políticos do atual quadro da Praça dos Três Poderes. Cogita-se a possibilidade de políticos cassados nos últimos 30 anos, incluindo governadores e presidentes, também sejam afetados pela Lei do Acerto de Contas, com pagamento em dinheiro e bens, ou com prisão, que vai de 10 a 40 anos, em regime fechado.


Água no planeta é garantida por 3 gerações, dizem cientistas


Uma ONG brasileira acaba de divulgar um estudo detalhado sobre a água doce no planeta Terra, e os resultados são fantásticos. De acordo com a ONG, as próximas 3 gerações podem ficar tranqüilas, pois terão água potável suficiente para o consumo da população do planeta, seguindo proporções baseadas nas taxas de consumo de hoje. Na Floresta Amazônica, que recebeu proteção legal contra invasores e investimentos do Governo Federal para pesquisas envolvendo o ecossistema mais rico do mundo, os mananciais estão sendo protegidos e preservados por tecnologias de ponta, desenvolvidas aqui, na região Norte. Ainda segundo o mesmo estudo, a temperatura do planeta não irá subir como esperado nos próximos 100 anos, o que garante um retardamento no derretimento das geleiras.



Fabio Jr se casa e diz: “Dessa vez é para sempre”


O cantor Fabio Jr, famoso pelos seus casamentos-relâmpago, finalmente encontrou a parceira ideal. Pelo menos foi o que o cantor disse a uma respeitada revista de fofocas, em entrevista exclusiva. A escolhida da vez foi a modelo Geisy Arruda, famosa por participar de um reality show, que foi líder absoluto de audiência, no ano passado. Fabio, pai de Fiuk, considerado pela crítica e pelo público o melhor ator de 2010, disse estar apaixonado de verdade pela modelo, e que, depois de seis casamentos frustrados, teria finalmente achado a mulher para viver até o fim. Geisy, por sua vez, também é só amores ao cantor. “É o homem da minha vida”, diz a modelo.


Messi chega ao Timão para tentar o bi da Libertadores

Na tarde desta sexta, o craque Lionel Messi, duas vezes eleito pela FIFA como o melhor jogador do mundo, desembarcou em São Paulo, para vestir a camisa do Corinthians na disputa da Libertadores da América. Atual campeão, o alvinegro desembolsou 130 milhões de euros (aproximadamente 300 milhões de reais) para tirar o argentino do Barcelona. Mais de 2000 torcedores esperavam por Messi no Aeroporto de Congonhas, e fizeram uma grande festa na chegada do jogador. O treinador José Mourinho já aguarda com ansiedade o argentino para os treinos, a partir da próxima semana.  A apresentação oficial será amanhã, no Parque São Jorge, com shows nacionais e internacionais, como Cazuza e Nirvana.