terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tragicômicos

Esses dois... Uma hora é amor, beijinhos e carinhos. Um minuto depois é ódio, socos e pontapés. Como eles mudam tão rápido. E nem podem culpar o zodíaco, pois nasceram bem longe do meio do ano. Mas são tão cambiantes quanto um geminiano. Dois. Imaginem só vocês que o casal mais perfeito do mundo no começo começou a “desperfeitar” de uns tempos pra cá e, hoje, me parece que aguou de vez. Ou não, vai saber. Esses dois...
Me lembro de quando eles começaram a se enrabichar por aí, ela é minha amiga e eu era bem próximo dos dois. Até hoje, por sinal. Naquele tempo era uma coisa que, de tão doce, enjoava só de olhar, mas em essência era muito bonito, era mais que uma paixão, era realmente um amor, que surgiu da maneira mais despretensiosa e, plim, vingou. Com direito a sinos tocando e passarinhos cantando. Ele, um rapaz recém-adulto, ainda não acostumado a compromissos (entenda-se RESPONSABILIDADES), e ela, uma jovem de mesma idade, mas de cabeça completamente diferente. Era sonhadora, era experiente em relacionamentos, caiu e levantou várias vezes, ela era uma fortaleza. Engraçado, eles pareciam tão opostos.
Se juntaram, é verdade. Mas o tempo é implacável, não perdoa. Bastaram dois meses pra que o estrago se tornasse irremediável. Não existiam mais senhas, nem segredos entre eles. Talvez esse tenha sido o grande erro. A partir do momento em que começaram a surgir os relatórios diários de conduta e as ligações de minuto a minuto, o respeito foi começando a sumir, a sumir... E hoje eles tiveram uma briga, mas uma briga, bem mais briga do que todas as outras, que sempre acabavam em um “eu te amo”, seja por qual rede social fosse. Hoje não teve nenhum “eu te amo”. Quando ela me ligou, contando o que eu já imaginava, eu consegui me chocar com algo que parecia (e era) mais comum do que arroz e feijão. O motivo da briga foi, simplesmente, um cinema.
Quando eu digo “um cinema”, eu não digo “um cinema com outra”. Na verdade nem tinha mulher no meio, por incrível que pareça. É que ele combinou que hoje eles teriam uma tarde só pra eles, sem ninguém mais, com direito a flores, jantar e, quem sabe, uma noite bem interessante. Mas esperem! Essa é a versão dela. Ela me falava tudo pelo telefone, mas ele já tinha me contado pouco antes. Atentem! Segundo ele, o que aconteceu foi o seguinte: “é que ontem a gente saiu, foi uma noite legal, até flores eu dei pra ela, então eu pedi pra ela me ligar se tivesse livre hoje à tarde, porque se desse a gente iria sair. Mas ela não ligou, então eu saí, caramba!”. Perceberam? Ele não deu certeza alguma... Pra ele. Lembrando que ele é o largadão e ela, a experiente apaixonada. Mas na hora da briga, como os dois se pareciam! Ontem eram flores, hoje foi um bolo. Ela já tinha feito isso milhares de vezes, talvez até mais do que ele. Mas não se conformou em ser trocada por Tropa de Elite. Que ironia, eles pareciam ser tão opostos, mas faziam as mesmas bobagens.
Eu juro que imaginei o pastelão virtual (sim, foi virtual, aberto a todos que quisessem curtir um belo barraco on line) de tão hilário que me parecia. Ela chegou a apelar pra coisas tão baixas, inclusive tentar humilhar a performance (preciso explicar?) dele, que começava a chamá-la de histérica, e isso ia aumentando, eles não iam parando... Até que ela desistiu e, como em uma cena de novelinha das 5, começou a confessar que tudo o que tinha acabado de falar era mentira e que ainda amava o menino. Sim, o nível de criancice boba era esse mesmo. Pode? Ele parou de falar. Sério, eu sugiro que, um dia, tenham a oportunidade de ver o que eu vi. Foi tão inusitada a situação que até chego a pensar que esse negócio chamado amor é complicado... E não é? Amar é uma eterna tragicomédia, cheia de drama, tapas, beijos e tortas na cara e no coração. É tão estranho que eu não aposto um centavo no fim definitivo desse caso dos dois, logo logo eles podem voltar a se amar sem limites como antes. Ah, esses dois...

4 comentários:

filizzolinha disse...

MA-RA-VI-LHO-SO!

Jéssica Luz' disse...

Analisando do meu jeito torto :)

*E, plim, vingou. (Hehe - baão)

*Não existiam mais senhas, nem segredos entre eles. Talvez esse tenha sido o grande erro. (Eita)

*Na verdade nem tinha mulher no meio, por incrível que pareça. É que ele combinou que hoje eles teriam uma tarde só pra eles, sem ninguém mais, com direito a flores, jantar e, quem sabe, uma noite bem interessante. Mas esperem! (KKKKKKKKKKKKKK, porra!)

*Sim, o nível de criancice boba era esse mesmo. Pode? (Oxee! Eu já fiz isso (bobagem, mas eu tive porque/e tbm não tive), há uns meses aí até xD/acontece, mesmo agente não querendo/culpa de vocês x).

*Esse negócio chamado amor é complicado... E não é? (E como, Guta (deu vontade de chamar tu assim, hihihi)

Gosteii!

Um beijoo -

Raíssa Bahia disse...

Juro que por um minuto vi o Robson contando essa história! Só por um minuto...aheuahe

Jhean Sciallo disse...

suauhsauhsauhsuhsauhsauh O MELHOR TEXTO QUE EU LI HOJE!!!

JÁ BRIGUEI POR MUITO MENOS... briguei porque ela disse que uma amiga e eu fariamos um belo casal... foi uam briga que durou...hoje eu apenas lembro dos fato sorrindo!!!

TRAGICÓMEDIA pura e aplica!