sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Fogo!



Se temos desejos incontroláveis, se sentimos prazer e se a carne é fraca, a culpa é da luxúria, o pecado mais vermelho. A luxúria nos faz pensar em coisas extraordinárias, em loucuras que nos levem a atiçar o os instintos mais primitivos que normalmente ficam guardados, afinal de contas ninguém aqui é um tarado ninfomaníaco o dia inteiro. Se for, procure um médico. E como é muito bom sentir prazer, seja como for, com quem for e de onde vier, o nosso bem-estar é um dos direitos mais sagrados que temos e deve ser respeitado, e em muitos casos o jeito é pecar, pecar e pecar. Culpa? Deixa pra depois, nossas mentes estão muito ocupadas para isso.

Estão ocupadas pensando em outras coisas bem mais interessantes, com certeza. Interessantes no mínimo, pois as nossas mentes, quando cheias de pecado, nos fazem viajar nos mais libidinosos pensamentos, sem um pingo de inocência ou pudor. É o pecado da carne, o pecado da perdição, onde somos livres para pensar, falar e fazer as mais proibidas coisas, quando o anjinho hiberna, dando espaço para o diabinho fazer a festa. E nós também. A sensualidade das pessoas mais castas aflora, os desejos mais reprimidos aparecem naqueles que de manhã poderiam tranquilamente ser postos em um pedestal com auréolas e asinhas brancas, mas que se transformam de um jeito impressionante. Anjos de tridente, que se revelam e nos revelam um lado, digamos, mais picante de ser.

Pimenta. Quente como o fogo que invade sem pedir licença, e quando percebemos já nos consumiu, sem chance pra fugir. Como se quiséssemos. Do prazer ninguém quer ir embora, muito pelo contrário, queremos sempre mais e mais e mais, nesse caso nunca é suficiente. A vontade de estar com alguém, de sentir o corpo, de beijar a boca, de abraçar, isso sempre faz bem, pra pele, pro coração, pra alma. Sim, um pecado que faz muito feliz os seus pecadores. Talvez seja por isso que o mundo hoje esteja cada vez mais provocante.

A imagem do sexo está presente em quase todas as coisas, o duplo sentido, as provocações, as propagandas com apelo erótico, tudo hoje, de alguma maneira, converge ao sexo. Ora, moramos no Brasil, o país reconhecido mundialmente como o país das mulheres gostosas, ninguém conhece as nossas musas por diminutivos, tudo é um uníssono “ão”, que inevitavelmente nos põe em um nível de pecado altíssimo, beirando a excomunhão. E quem se importa? Somos mesmo carnais, atraentes e bastante fogosos. Ou seja, brasileiros. Então, tomando as devidas precauções, podemos aproveitar cada momento de prazer, seja em pensamento ou não, pois a vida pode sim ser bem mais quente, sem deixar nosso fogo apagar.



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