quinta-feira, 3 de junho de 2010

Melhoridade






Existem dias que muitos de nós esperamos muito tempo, mais exatamente, um ano inteiro. E hoje é a minha vez. Como é bom fazer aniversário! Um dia teu, de mais ninguém, onda você esquece de tudo o que te irrita: seus livros, sua vizinha chata, seu amigo mala, acordar cedo. Bela (e justa) desculpa pra não se fazer absolutamente nada que não seja comemorar, comemorar e comemorar. E qual seria a melhor idade a se festejar? 1 ano? 15? 50? Não sei. O que eu tenho certeza é que uma idade é muito importante, idade do recomeço, ou do começo mesmo pra muita gente. Como é bom fazer 18 anos!


A sensação de acordar e ver que você já não é mais uma criança, por mais crescido que você seja, é uma das mais emocionantes e gratificantes. Chegamos bem longe, sobrevivemos a primeira fase da vida dentro dessa jaula chamada Planeta Terra, já podemos assinar cheques, tirar carteira de motorista, responder em juízo pelos nossos deslizes, comprar cerveja e revistas de mulher pelada nas bancas, entrar em todas as festas, ver todos os filmes, não existe mais restrição de faixa etária. Nos tornamos adultos. Adultos. Palavra forte, que traz várias outras muito interessantes. Uma delas, a maturidade, não vale pra todos, é verdade. Muita gente cai de pára-quedas na maioridade, sem ao menos sair das fraldas. Grandes na idade, crianças na mentalidade, onde realmente importa. Adianta alguma coisa ter 18 anos e continuar com cabeça de 15, quando ainda podíamos fazer o que desse nas nossas telhas jovens?

Quem acha que é fácil chegar aqui, que a vida vai ser um mar de rosas e que agora sim está livre pra voar como quiser, está redondamente enganado. Aproveitar, claro, afinal esse é, na minha opinião, um dos melhores momentos da vida pra sair, se divertir, curtir mais a vida que a adolescência cerceava. A diferença está em um ingrediente que antes sempre esquecíamos de colocar nesse bolo: a responsabilidade. Mais do que nunca precisamos dela, não existe mais a mãe piedosa, o tal do Estatuto da Criança e do Adolescente. Nosso estatuto, a partir de agora, é o carrasco (?) chamado Código Penal. Aprontou? É cana! E não falo somente da questão penal, não! Responsabilidade em todos os sentidos. Chega de depender de papai e mamãe, agora é a hora de andar com as próprias pernas, atrás de um emprego, digno e satisfatório. É hora de viver. Independência. Instiga, estimula, faz bem. Poder pagar um jantar ou uma calça nova com o seu próprio dinheiro, isso não tem preço.

Esse dia traz um ar de liberdade muito bom. Tá, por mais que você passe esse dia enfurnado em casa, e que pouca coisa mude na sua rotina a partir de amanhã – o que é bastante compreensível, afinal nós só completamos 18 anos, não dominamos o mundo ainda. Nem o Cérebro conseguiu – parece que a partir daquele momento você descobre que a identidade falsa já não serve pra mais nada, que você não precisa mais mentir a idade nem ficar apreensivo antes de entrar em qualquer lugar, você já pode. A lei te ampara. Ainda me lembro de quando eu procurava a faixa etária dos filmes no jornal... faz tempo. Pouco tempo, muito tempo. Ele passando e você, quando se dá conta, já tem barba na cara ou já usa sutiã, e que aquelas brincadeiras de criança perderam a graça. Subir em árvores, pular muros, brincar de casinha, tudo isso faz parte de um passado que vira nostalgia. Faz uma falta aquilo que passou. E pensar que parece que foi ontem o seu primeiro dente caindo ou o primeiro Lego da vida. Esperar o Papai Noel, correr pela casa, o primeiro beijo. Momentos que marcaram, passaram e nunca serão deixados pra trás. Só que o tempo passa, e chegou a maioridade. Sem avisar, já somos grandinhos, crescemos.

Essa é uma data muito especial. Daquelas que a gente aproveita pra usar como um marco, de uma nova etapa que começa em nossas vidas. Talvez a mais intensa. É na maioridade que descobrimos o sabor da responsabilidade, das contas pra pagar, das noitadas sem compromisso e da liberdade. Do estudo pro trabalho, da internet para a labuta, deixamos de ser meninos e meninas. Agora somos homens e mulheres, prontos e dispostos a encarar o mundo como ele é. Faz bem levar um pouco a fantasia dos tempos de garoto, é verdade, mas a realidade chegou, e pra valer. Que eu faça bom proveito a partir de hoje e você, que não chegou ainda nos 18, que se prepare pra aproveitar, da melhor maneira, essa que é mais do que a simples maioridade. É a “melhoridade”. Como é bom fazer 18 anos!

 

Um comentário:

Rita Gabriela disse...

Nossa 18 anos hein!!! kkkk... ta velhoooo!!! Bem nao mais do que eu :/ uishauhiuahs.... muitos anos de vida a voce queridooo!!! Juiizoo!!! kkk.. voce sabe que es muito importante pra mim!! Podes contar comigo sempreee!!!

Muitas saudades S2