quarta-feira, 10 de março de 2010

Super-humanos




Velocidade, visão de raio-X, invisibilidade, saber voar. Quem nunca pensou em ser um super-herói? Eu, pelo menos, pensei muito. Os heróis dos quadrinhos permearam as mentes de muitas gerações, e definitivamente hoje não é diferente. A magia daqueles poderes que nos faziam sonhar ao ler cada página, ao assistir cada episódio, cada filme... Afinal de contas, ser um justiceiro, “O” justiceiro, que combate e vence vilões e monstros malvados são um resumo do ímpeto aflorado da juventude, que ainda acredita que pode salvar o mundo. Ou pelo menos parte dele. Batman, Superhomem, Homem Aranha, os típicos exemplos de heroísmo e coragem, puramente heróis, que mesmo com suas Kriptonitas e humanidades, se arriscam em aventuras homéricas pra proteger seus próximos e, lógico, as suas amadas. Herói que é herói tem que ter um grande amor. Assim como não pode faltar um grande vilão. Sim, os vilões, motores de todas as grandes histórias de super-heróis. Sem eles nenhum grande poder valeria a pena.


Mesmo sem fantasias, há muitos outros personagens mundialmente conhecidos por salvarem o mundo. Rambo e seu canivete que vence uma guerra, típica propaganda da América capitalistamente forte em plena Guerra Fria, qualquer personagem do impagável Jackie Chan e, claro, James Bond. God save the spy! Com ou sem canetas-bomba, carros de gelo e Aston Martin’s, o agente livrou o planeta de vários malfeitores. E sempre muito bem acompanhado, vamos concordar!

Agora, e os nossos verdadeiros heróis? Aqueles de carne, osso e coragem, que fazem o que poucos fariam pelo próximo, sem cobrar nada? Pra nossa sorte, não são poucos. Ainda se pode acreditar no ser humano. E, por mais bravos que sejam, os nossos protetores não são devidamente reconhecidos ainda, aliás, nunca será suficiente o nosso “obrigado” àqueles que dão as vidas pra salvar as nossas. Muitos se perderam nas ruínas do World Trade Center, outros nos deixaram em incêndios, mais alguns nos deixam em enchentes, assaltos, etc. Perdemos e nem sequer lembramos. E tem aqueles que zelam por vidas tão mais necessitadas, com um prato de comida, com agasalhos ou com um simples sorriso. D. Zilda Arns, que com isso e muito mais, fez milagres. Madre Teresa, João Paulo II. Bondade também é um super-poder. Quem diria, hoje ser íntegro é exceção. Pensando bem, qualquer ato de educação hoje é uma grande habilidade.

Fictícios ou reais, nos quadrinhos ou no nosso cotidiano, eles sempre existem, pra nos inspirar, nos encorajar, de certa forma, a fazer o bem e acreditar que podemos ser os super-heróis da vida de muitas pessoas. Às vezes basta um pequeno gesto de atenção, uma simples mão estendida, um singelo abraço. E valorizar um pouco mais os que tanto fazem pra tentar nos manter bem. Bombeiros, policiais, filantropos, pessoas de bem, que ainda existem e resistem a esse mundo tão cão. Saber voar? Não precisam. O que eles fazem é muito mais fantástico.

 
 
 

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