sábado, 27 de fevereiro de 2010

Um passo pra trás, dois passos pra frente





Sucesso e fracasso. Dois extremos separados por uma linha tênue, sobre a qual muitos de nós não sabem caminhar. Como tudo na vida é dual, nossas atitudes são cheias de riscos. Tanto o risco de uma grande vitória, daquelas inesquecíveis, quanto o risco de um fracasso homérico. E é esse último risco que acaba impedindo, encobrindo, grandes momentos. Na boa, a dor de uma derrota é funda, é sangrenta, é corrosiva. Poucos conseguem entender o verdadeiro significado disso de tão sofrível que acontece. As derrotas não são nada além de pedras no caminho que leva ao inevitável sucesso, depende do ponto de vista de cada um enxergar isso.
E vencer é bom, é bom demais! Ah, não existe sensação melhor do que ver seu dever cumprido. Não importa o tamanho que seu êxito possa ter no mundo, na sua cidade, na sua rua, o que realmente faz a diferença é o quanto ele significa pra você. Então, nenhuma vitória é pequena demais que não mereça ser festejada, pois o referencial sempre será quem a buscou. O conserto de um cano quebrado, conseguir um emprego, ver os filhos se formando, passar no vestibular...Vestibular.
Particularmente hoje eu senti o gosto amargo - mesmo esperado - de um insucesso no vestibular. E digo esperado por ser realista, não por descrença. tenho a perfeita noção de que a queda pra muitos outros foi bem maior. O ceticismo fundamentado que me envolveu nesses últimos 15 dias passou bem longe de muitas portas, de muitas cabeças, de muitas almas esperançosas. Esperança que falta pra muita gente que se acua pelo simples fato de existir porcentagens de erro. Ora, qual seria a graça de ter certeza absoluta de um final feliz? Seria tão chato chegar lá no último degrau da escada, e perceber que não era uma escada, era um elevador. Os méritos da vitória vem justamente daquilo que aconteceu pra impedí-la de se concretizar.
Mas, na realidade, não acredito que vencer e perder sejam, necessariamente dois lados da mesma moeda. Com o tempo, vamos ganhando uma bagagem tão vasta de tropeços que, de certa forma, vamos as incorporando às vitórias. Ontem caímos pra amanhã, de pé, comemorarmos. Vale a pena rir, chorar, gritar, beber, cair, levantar, contanto que os fins justifiquem mesmo os meios. E, que sirva não só como desabafo meu, mas tambem sirva como um recado aos descrentes: o que nos move são os nossos sonhos, vivemos aquilo que fazemos para realizá-los. Então, amigos, o que nos resta é acreditar. Acredite. E que se dane a Lei de Murphy!



Um comentário:

Isabelle disse...

Guu, não sabia que vc também tinha um blog, poxa que legal! ;) adorei ler teu texto. Você foi tão claro. Concordo com vc, somos realmente movidos pelos nossos sonhos etc. E que não devemos desistir e sim insistir! Venho sempre por aqui, bjssssss