terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Será que tá tudo bem?


12 de janeiro, dia especial pra nós, papa-chibés dessa terra tão múltipla, tão diferente. Dia de festa. Festa? Temos mesmo o que comemorar nesse 12 de janeiro?
Belém do Pará, a "metrópole da Amazônia", cheia de cores, sabores (e que sabores), cheiros (idem) e contrastes. Uma paranóia delirante onde ou chove todo dia... vocês sabem o resto. O Equador nos faz sofrer, e nos fascina. Lindíssimos lugares, receptivas pessoas, encantados turistas. Uma das mais cosmopolitas cidades tupiniquins, recebemos com atenção e carinho o que vem de fora, o que apaixona quem resolve passar por aqui! E poucas sensações se comparam a namorar na Estação ou passear na Batista Campos numa tarde de garoa. Urbana, sem se afastar do classicismo da Cidade Velha, o início de tudo. Outubro? Ah, sem comentários!!! Não precisa.
Temos muito de bom a mostrar a quem quiser, mas o que Belém tem de encantadora, tem de problemática. Nosso trânsito não é dos melhores, na verdade é um dos piores. Culpa dos próprios motoristas. Ou da tal Rotatória. Rotatória gera trânsito ruim, que gera motorista estressado, que gera trânsito ruim... e assim vai. Somos uma cidade onde chove o ano todo, e (irônicamente ou desleixadamente) não somos preparados para isso da melhor forma. Lembra da tal Macrodrenagem? Poisé, talvez meus filhos ou netos vejam isso finalmente completo. Mas a nossa parcela de culpa é enorme. Falando sério, quem joga lixo no lixo sempre, que atire a primeira latinha! Muitas mangueiras, muito lixo! Temos a inglória fama de cidade suja. Responsabilidade de quem faz ou de quem deixa fazer? Belém é violenta, fato. E isso é o pior de tudo: assumir com aparente banalidade. Aparente, porque é nas nossas portas que esse medo bate, cada vez mais forte. E o que temos de bom, quase sempre não é preservado como deveria. Pichações, poluição visual e o próprio tempo estão levando embora nossas fachadas, nossas belezas.
Descaso, violência, falta de educação, péssimo trânsito, perdemos uma Copa - se bem que, não vendo pelo lado econômico somente, nos livramos de uma fria. Se vira, Manaus!
Mas, apesar de tudo, paraense é otimista, hospitaleiro, lutador. Fazemos de tudo pra melhorar o que não está bom. Esperança não nos falta. Pô, torcemos pra Remo e Paysandu! Temos uma noite badalada, points bem legais, várias opções de diversão, a toda hora. Nossa culinária... nada como um tacacá quentinho às 3 da tarde. (?) Parece contraditório. Belém é contraditória. Nossa música literalmente popular atinge cada canto dessa cidade, saindo da cidade. Égua, quer dançar? Carimbó? Siriá? Melody? Escolha. Temos um acervo cultural imenso, belezas naturais, o Theatro da Paz, a chuva da tarde-que-chove-de-manhã-e-à-noite-também. Belém, uma cidade divergente como a sociedade. Viva nosso "s" chiado! E, respondendo a pergunta do início desse post... não tá tudo bem não. Mas, onde está? Somos iguais a todas as outras, e diferentes por natureza.

Parabéns, Belém!

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