domingo, 31 de janeiro de 2010

Feliz 2010





Agora sim!


Amanhã começa fevereiro. E talvez comece 2010 também. É, não tô de todo errado, já que janeiro acaba daqui a pouco, e janeiro é mês útil pra poucos. Janeiro é mês de verão (???), praias lotadas, férias bem merecidas - e eu digo férias, não recesso, excelências -, até porque aquele gosto de festa ainda existe. Pra muitos ele perdura o ano inteiro... Excelências! O primeiro dia do ano se estende por mais uns 30, ou seja, janeiro é uma ressaca da ressaca.
Detalhe: o dia 1º de fevereiro cai numa...segunda-feira! Quer clichê temporal mais chato pra algo começar? Ou melhor, recomeçar? Vai começar um grande ano. Lá vem os feriadões, mais festa. Ano de Copa, (esperamos) mais festa ainda. Ano eleitoral, menos festa, mais ação. As bolsas de valores já funcionam normalmente, muita gente trabalha desde o dia 1º de janeiro, mas...e daí? Janeiro não contou pra muita gente.  Sorte de quem teve férias.
Relembrando algo que já escrevi por aqui, as tais promessas de ano novo, aquelas que quase sempre ficam pra depois, sabe?! Então, adivinha pra quando essas pessoas deixam pra começá-las? Dá uma preguiça de começar aquela dieta, não dá? Correr atrás daquele emprego, tentar fazer vingar aquele amor de verão, comprar o material escolar, ser honesto, não falar mais palavrão. Enfim, o mês do "deixa pra amanhã" acabou. E, na boa, pra que correr atrás disso tudo mesmo em plenas férias? Férias? Bom, alguns as sacrificaram por uma causa maior, confiando em Maquiavel. E que os fins mais-que-justifiquem os meios mesmo.
Fevereiro é um mês onde muitos jovens lembram que estudam. A maioria dos alunos já voltou às aulas em 2010, alguns ainda não. Se bem que grande parte dos que voltaram ainda não sabe que voltou. As garotas sim! Ah, o que rolou nas férias vai ser assunto pra muitos carnavais. Ih, já ia esquecendo que "em fevereiro tem carnaval". Pensando bem...acho que 2010 só começa em março!

Mais festa? Quem mandou ser o País do Carnaval?!





Fevereiro - 1 ano de Etc&Tal

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Malucos Beleza

Pra você, o que é loucura? É andar pelado pela rua, gritando "EUREKA!!!"? É assitir um jogo de futebol na torcida adversária, com a camisa do seu time? Falar ao celular nas ruas de Belém? Casamento? Tudo bem, pode ser tudo isso sim, afinal, loucura é algo individual. O que parece loucura pra uns é só um jeito de ser feliz pra outros.
A imagem de loucura que nós todos temos é, claro, a de um manicômio, cheio de gente se achando "Napoleão", como a história e as novelas vendem a imagem do doido. Mas, tentando ver a coisa sem preconceitos, a gente se perde em relação ao conceito, ao que vem a ser, de fato, a loucura. O que faz uma pessoa ser taxada como louca? Seu comportamento, digamos, excêntrico, diferente, em relação ao resto das pessoas? Em alguns lugares essas pessoas ganham novas alcunhas: socialite, por exemplo. Ah, na minha terra se aprende que o normal é ser íntegro, honesto. Não, não moro na ilha de Lost, não! Mas pra mim quem rouba sai do comum - ainda que eu comece a duvidar disso, eu moro no Brasil. Com base nisso, os nossos nobilíssimos políticos não mereceriam uma estada na machadiana Casa Verde?  E a torcida do Corinthians?
Por mais que se tente, a loucura não tem uma fórmula, apenas recebe um rótulo às vezes bem confuso. E segregador. Ser louco hoje é sinal de desprezo. Se você anda na rua com a cueca por cima da calça, cuidado! E por que diabos ninguem prendeu o Super Homem numa camisa de força? Status? Ah, o famoso status. Quando ligado ao dinheiro, faz qualquer louco virar anjo num estalar de dedos. Cifrões fazem milagres! Quanto aos ditadores...bem...deixa pra lá! Sou louco, não burro!
De acordo com o dicionário Houssais, a loucura pode ser definida como “distúrbio ou alteração mental caracterizada pelo afastamento mais ou menos prolongado do indivíduo de seus métodos habituais de pensar, sentir e agir". Então, podemos dizer que a loucura é relativa? Devemos. Tudo depende dos hábitos e de como os perpetuamos e seguimos. Caro empresário, fique tranquilo, pois você nunca será louco... por mais que seu trabalho o deixe assim. Que ironia! Loucura é fugir do comum, é fazer o diferente, o inusitado, loucura é pensar no resto de mundo do lado de fora da nossa janela? Pra mim, isso era só criatividade. Se for isso, qual é o problema em ser louco? Há problema em ser diferente? Poucas sensações são tão revigorantes pra nossa alma do que descobrir o novo, explorar, se permitir. É tão chato ser chato! Deus nos deu raciocínio e movimentos pra nos fazer ir sempre além. Além do que pensamos, além do que fazemos, além do que somos. Por que não ir? Quem sabe, a solução ideal pra nós não é se tornar, pelo menos por um dia, Malucos Beleza, como Raul?!



"Às vezes não sei se o louco sou eu ou se são os outros." Nem eu, Einstein!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Até quando?

Imagina você, sendo acordado por um irmão, no fim da madrugada, te avisando que sua casa foi invadida, que seu quarto foi invadido, e que você foi roubado. Em casa. Poderia parecer, por mais que totalmente possível, uma situação bem distante da sua realidade. Pra mim, parecia. Até ontem.
Nessa manhã, essa tal realidade (utopicamente) distante nunca se tornou tão próxima de mim e da minha família. Depois de ver tantos casos desse tipo de violência nos jornais, na tv, na internet, enfim... passei de espectador a vítima. A violência, definitivamente, chegou perto de mim. E pela janela da cozinha. Sinceramente é muito difícil e doloroso ainda, pra mim, aceitar que eu fui lesado de um jeito tão...tão...tão assustador. Assutador. Essa é a palavra. Por ser roubado e, o que é muito pior, ser roubado no único lugar onde você ainda poderia se sentir seguro, salvo desse mundo cão. No seu quarto, no seu quadrado. E, depois de virar vítima direta desse monstro que está em toda parte, surge a pergunta que, por lei, não deveria existir: em quem confiar agora?
A primeira coisa que deveria servir como resposta seria no Estado. Mas, cá entre nós, o Estado, há muito tempo, não nos dá a segurança mínima que precisamos. E isso é, sim, uma crítica, de quem sentiu na pele essa situação absurda (e cada vez mais comum, infelizmente). Falta efetivo policial SIM, falta melhorias no sistema carcerário SIM, falta infra-estrutura capaz de nos prover a proteção garantida em lei SIM. Falta muito pra ganharmos o que nós é de direito.
É, amigos! A violência é um mal universal, de fato. Não está só onde é mais fácil de associar, nas invasões, nas favelas, na perifeira. A invasão é aqui, a favela é aqui. A periferia é aqui! Estamos num lugar comum pra eles. E por quê tantos eles entre nós? Falta educação de qualidade, que prenda os jovens a uma vida honesta, os afastando do crime? Falta apoio das autoridades em relação às regiões ditas "de alto risco"? Falta família, essencial na formação do caráter deles? Falta caráter? Falta tranquilidade de andar nas ruas cada vez mais sombrias, falta a certeza de voltar pra casa depois do trabalho, no fim do dia. Falta paz!
Se chegamos a um ponto em que nem a nossa própria casa é locus securus, onde iremos parar? Iremos parar? O que, há minutos atrás, nos protegia, agora parece que não serve pra mais nada. A violência passa pelas nossa paredes, pelas nossas (não poucas) grades. O medo passa a ser realidade. O que nos assustava pela tv nos assusta cara a cara. O mundo nos assusta! E somos obrigados a dizer, com cada vez mais naturalidade - o que é mais preocupante ainda - uma das frases mais tristes de se dizer: "Sim! Eu já fui assaltado!"
Até quando?

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ação, reação, destruição


Angra dos Reis, Brasil. Porto Príncipe, Haiti. Dois mundos, uma dor.


Angra dos Reis, madrugada de 1º de Janeiro. Deslizamentos matam dezenas de pessoas num dos paraísos do Rio de Janeiro. Porto Príncipe, 12 de janeiro. O país mais pobre das Américas, Haiti, é devastado pelo maior terremoto em dois séculos. Os doze dias que abriram a década de 10 vão ser lembrados durante muitas outras. Da pior maneira possível. Todas essas catástrofes climáticas de ultimamente soam como algo previsto, como reações daquela que tanto sofreu (e ainda sofre) por culpa da nossa tolice global, a natureza.
Os últimos séculos foram desgastantes pra ela. Mal necessário? Tão evitável quanto. Por mais que "desenvolvimento sustentável" seja uma expressão forte, bonita, é recente demais na história de uma humanidade tão desumana. E todas as árvores derrubadas, queimadas, todos os animais mortos, todo o gás carbônico despejado, tudo isso parece estar fazendo seu efeito nefasto, como nunca. Destruição gera destruição. Um caos previsto...cegamente negligenciado. Grandes empresários? Também, não somente. Tsunamis, tornados, aquecimento global. O troco. Gerações pagam por seus erros e por falhas passadas. Civis sofrem hoje com os efeitos do ontem, sem deixar de provocá-los hoje.
Tudo mudou no nosso planeta. Chove muito no Nordeste, faz seca no Sul. Pera, já está chovendo no Sul. Chovendo muito. Nos últimos anos o povo dos Pampas tem sofrido muito com os mares indispostos, nervosos, fatais. Agora uma palavra entrou de vez no dicionário amazônida: estiagem. Aqui também seca. Acreditem. O Brasil amanheceu 2010 em choque com o que aconteceu em Angra dos Reis, ponto turístico famosíssimo no Rio de Janeiro, onde as chuvas atingiram, indistintamente, ricos e pobres. Sumiram as classes, apareceram dor, solidariedade, tristeza. Justiça? Coincidência? Famílias dizimadas, vidas soterradas, sonhos embaixo d'agua. Imagens fortes que nem de longe sugeriam toda a beleza daquele lugar tão lindo há semanas atrás.
Mas as consequências são sentidas no mundo inteiro. Nova Orleans, Bali, Haiti, mais recentemente, são provas reais desse caos programado, e não evitado. O medo não vem mais somente da violência das ruas ou dos homens-bomba. Hoje o perigo também vem dos ceus, do mar, da terra. Da Terra!
Terra essa que tremeu violentamente há alguns dias no Caribe. O país mais pobre das Américas, um dos piores IDH's do mundo, sofreu nesse triste 2010. Ou melhor, sofre mais. Já não bastava toda a situação que o país enfrenta, todo sofrimento que exala das ruas de terra. Ruas que hoje exalam corpos. Muitos. Centenas, milhares de vítimas dessa tragédia desoladora. Haitianos e muitos estrangeiros, que viviam o sonho de fazer um mundo melhor, das suas maneiras. Militares, funcionários da ONU, D. Zilda Arns. O Brasil também chorou!
D. Zilda, idealizadora de um projeto tão lindo e tão vencedor. D. Zilda, uma mulher que viveu para aqueles que pouco (ou nada) tinham além de uma vida necessitada e esperanças no coração. D. Zilda, que alimentou, com sua Pastoral da Criança, com comida, com saúde. Com amor. Não venceu o Nobel da Paz. O que importa? Importa o legado deixado por ela, que não deve, nunca, esmorecer. E não vai.


1934-2010


Então! Pensando bem, não parece mesmo que tudo isso tava combinado? Escrito em algum livro que ninguém se preocupou em ler? É bem simples de entender. Por mais cético que você seja, é bem fácil imaginar que isso tudo pode parecer um castigo superior. E é. E de nada adiantam reuniões, conferências, conversas sobre o problema. Pode ser tarde. Pode, não é! E tudo isso pode ser resumido em três palavras, que explicam todo esse caos. Ação e Reação.

Vamos pensar um pouco.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Será que tá tudo bem?


12 de janeiro, dia especial pra nós, papa-chibés dessa terra tão múltipla, tão diferente. Dia de festa. Festa? Temos mesmo o que comemorar nesse 12 de janeiro?
Belém do Pará, a "metrópole da Amazônia", cheia de cores, sabores (e que sabores), cheiros (idem) e contrastes. Uma paranóia delirante onde ou chove todo dia... vocês sabem o resto. O Equador nos faz sofrer, e nos fascina. Lindíssimos lugares, receptivas pessoas, encantados turistas. Uma das mais cosmopolitas cidades tupiniquins, recebemos com atenção e carinho o que vem de fora, o que apaixona quem resolve passar por aqui! E poucas sensações se comparam a namorar na Estação ou passear na Batista Campos numa tarde de garoa. Urbana, sem se afastar do classicismo da Cidade Velha, o início de tudo. Outubro? Ah, sem comentários!!! Não precisa.
Temos muito de bom a mostrar a quem quiser, mas o que Belém tem de encantadora, tem de problemática. Nosso trânsito não é dos melhores, na verdade é um dos piores. Culpa dos próprios motoristas. Ou da tal Rotatória. Rotatória gera trânsito ruim, que gera motorista estressado, que gera trânsito ruim... e assim vai. Somos uma cidade onde chove o ano todo, e (irônicamente ou desleixadamente) não somos preparados para isso da melhor forma. Lembra da tal Macrodrenagem? Poisé, talvez meus filhos ou netos vejam isso finalmente completo. Mas a nossa parcela de culpa é enorme. Falando sério, quem joga lixo no lixo sempre, que atire a primeira latinha! Muitas mangueiras, muito lixo! Temos a inglória fama de cidade suja. Responsabilidade de quem faz ou de quem deixa fazer? Belém é violenta, fato. E isso é o pior de tudo: assumir com aparente banalidade. Aparente, porque é nas nossas portas que esse medo bate, cada vez mais forte. E o que temos de bom, quase sempre não é preservado como deveria. Pichações, poluição visual e o próprio tempo estão levando embora nossas fachadas, nossas belezas.
Descaso, violência, falta de educação, péssimo trânsito, perdemos uma Copa - se bem que, não vendo pelo lado econômico somente, nos livramos de uma fria. Se vira, Manaus!
Mas, apesar de tudo, paraense é otimista, hospitaleiro, lutador. Fazemos de tudo pra melhorar o que não está bom. Esperança não nos falta. Pô, torcemos pra Remo e Paysandu! Temos uma noite badalada, points bem legais, várias opções de diversão, a toda hora. Nossa culinária... nada como um tacacá quentinho às 3 da tarde. (?) Parece contraditório. Belém é contraditória. Nossa música literalmente popular atinge cada canto dessa cidade, saindo da cidade. Égua, quer dançar? Carimbó? Siriá? Melody? Escolha. Temos um acervo cultural imenso, belezas naturais, o Theatro da Paz, a chuva da tarde-que-chove-de-manhã-e-à-noite-também. Belém, uma cidade divergente como a sociedade. Viva nosso "s" chiado! E, respondendo a pergunta do início desse post... não tá tudo bem não. Mas, onde está? Somos iguais a todas as outras, e diferentes por natureza.

Parabéns, Belém!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ano novo (de novo)



Feliz 2010! Mais um ano que começa, mais um catatau de gente pedindo, agradecendo, prometendo. Todo dezembro é assim: você faz o tal balanço do ano que passou, agradece por tudo de bom que aconteceu, pede perdão pelas falhas...e promete. Ah, mas promete muito! Promete tudo! A questão é que muita gente se esquece de prometer uma coisinha: cumprir o que está prometendo.
Nós - sim, eu me incluo nesse grupo - temos a velha tradição de fazer planos pro ano novo, sonhamos. E alto. Na lista clássica das promessas de ano novo, 'fazer dieta', 'comprar uma casa nova', 'arranjar um(a) namorado(a) - sabe Deus como', 'passar no vestibular', 'passar de ano'. Há aqueles que conseguem bravamente realizar todos esses desejos. Outros... E o barato disso tudo é que, ainda sob o efeito das festas e dos espumantes, podemos pedir o que quisermos. Se dá pra cumprir? Ah, depois! Até a corda do Círio entra na parada! Santa aprovação no vestibular! Tá, ainda existe ceticismo por aí, mas a maioria esmagadora aproveita o início do ano pra reiniciar a vida.
Reinício. Recomeço. Nada melhor do que um janeiro pra dar um belo Reset na vida. A dieta do ano passado, resolver aquela briga do ano passado, o(a) namorado(a) que não veio no ano passado. Parece que as promessas de ano novo ganham mais um ano de validade. Não precisaria. Faz parte desse período. Sonhar! Temos 11 meses pra realizar! E se não der, fazer o que? Tenta de novo. Somos brasileiros...
Então, que todos os nossos desejos se realizem, que nossas promessas sejam cumpridas. Pra que, quando chegar dezembro, lá no nosso 'balanço' de 2010, possamos erguer a vos, abrir um sorrisão e dizer: 'EU CONSEGUI"! E...depois disso...mais promessas pra 2011! Um ano novo de novo!