quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Passagens

Passou. E passou rápido. 2009 foi um ano de passagens. Pessoas passaram, eu passei. Passei a ser olhado com outros olhos, passei a ser alguém na sociedade. Universidade! Uma palavra que muda uma vida. Papai e mamãe puseram a vitrola pra tocar e soltaram foguetes. Bastaram 7 dias pra que 2009 se tornasse o ano mais mais de todos. Se 2008 já tinha sido diferente...
Passagens. De grau, de níveis, de rotinas. Decisões necessárias, mesmo que sacrificantes. 6 dos 7 dias da semana ocupados (diretamente) não é fácil não! Mas, pra um ano que sugeria inovações, não faltaram mudanças. Um ano em duas partes. Na primeira, novidade! Sabe uma criancinha que vai ao parque pela primeira vez, ou o pobre que vai ao Boulevard pela primeira vez? Deslumbramento. O novo faz isso com as pessoas. Aliás, muitas pessoas. Novas pessoas. Algumas que passaram, outras viraram amizades que não passam. Forrozeiros, estudiosos, super-sinceros, algumas bênçãos, outras figuraças. Ronaldos, Romários e cia. Cada uma do seu jeito, com seus jeitos. Sem esquecer, claro, dos velhos e bons amigos. Recordar é viver! E elas, ah, elas. Muitas passaram, algumas ficaram. E ficaram mesmo. E, diga-se de passagem, o nível foi bem high! Só o creme da goiaba com Ice. Falando em Ice... Férias! Boas férias, um verão daqueles. Não só pelas Ices, mas também pelas companhias. Gente muito boa, que fez as férias valerem muito a pena. Mas o que é bom passa rápido, e já estamos na segunda parte. Responsabilidade.
De novo aquela história, aquela vida de vestibulando. Meio diferente, é verdade, mas as emoções continuam sendo fortes. Intensivão, lugar de corajosos ou safos. Prefiro me encaixar no grupo dos corajosos. Vale a pena ver de novo. Tudo novo de novo. As fórmulas que achei que tinham passado...voltaram. Pitágoras, Bernoulli, Coulomb. Tudo por um sonho. Tudo pra passar de novo. Ah,”meu bem, meu bem”, esses últimos meses estão passando muito devagar. Eu, mais um “francisco”, esperando mais, estudando mais, sofrendo mais. Por tudo isso, meus sábados mudaram. Que diferente! Depois de 5 semestres, horário novo, pessoas novas, e o final? Bem, alguma coisa tinha que ficar do mesmo jeito, né?!
Nesse ano que passou, passei passeando pelas bandas do Tapajós. Santarém marcou. Doze anos de espera pra uma viagem show de bola. Encontros e reencontros que ficaram na história. A família unida. E que família! Salve as Santarenas! Já em ruas belenenses, Círio de Nazaré. Viva! Uma bela jornada. A Santa passou, graças ficaram. E foram muitas.
Meu time não ganhou nada, o que foi bastante estranho. Mas, se não fosse assim, perderia a graça. (Sinceramente, a vida sem graça não me faria mal, nesse caso). Aliás, foi bom torcer esse ano! Alegrias imensas, medos maiores, esperanças sem medida. Somos – acredite se quiser – um país olímpico. Quem diria! Quem diria que a famigerada e arrasadora Crise passaria por aqui...e sobreviveríamos. Sobrevivemos. A Crise passou, ventos e tornados também. Fim dos tempos? Não. Ainda não chegamos em 2012. Ainda! Ainda houve pessoas que passaram pra um lugar bem melhor, talvez a lua. Talvez para "andar na lua"! O verdadeiro lugar de quem sempre fez isso aqui embaixo, com maestria e unicidade. Unicidade digna de um Rei.
Uma bola com a galera, dias de pobreza no ‘Bulevardi’, pizzas, ver a Tuna no Souza. Dias que não tem preço. Programas tão pequenos, mas tão importantes.
Mas, entre Vanusas e Sarneys, porres e festas, erros e acertos, salvaram-se todos. Pelo menos aqueles que conseguiram se afastar de quem espirrava. Um ano passou. Uma década passou. E agora? Agora é só esperar! 2010, um ano que promete ser nosso. Um ano que promete ser 2010.
E valeu, 2009! Um ano que passou...e marcou!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

"Então é Natal..."

Compras, pedidos, presentes, shoppings lotados, consumismo puro, lucros, lucros, lucros. Sim, é Natal! Ou será que você ainda é do tempo em que Natal simbolizava o momento mágico e abençoado do nascimento de Jesus Cristo, o Salvador? Acho difícil, até porque a Coca-Cola já beira os 130 anos e, pra quem (ainda) não sabe, o nosso tão estimado velhinho de barba branca e gorro vermelho é cria da indústria norte-americana. Que as criancinhas não leiam isso. Pra elas é confortante saber que ainda há alguem capaz de fazer o bem nesse mundo. Inocentes. Salve a inocência!
Nessa semana é hora de fazer um balanço do que fizemos nesse ano, pra ver se fomos bons meninos e meninas, se nos comportamos bem, se merecemos ou não um belo presente. Com toda a certeza muita gente não merece. E anda não merecendo há algum tempo. Outros já tem (meio$ pra comprar) presentes de sobra - qualquer referência a Arruda, Sarney e/ou similares não é mera coincidência. Há aqueles que já ganharam seus presentes com alguma antecedência - flamenguistas e corintianos, por exemplo - e os que pedem pra que o Natal do ano que vem seja um pouco melhor - bom, pros torcedores do Coritiba nenhum natal pode ser pior que este. Mas ainda existem aqueles que, em um país olímpico, sede de Copa do Mundo, uma das 10 maiores economias do planeta (em tempos de crise, diga-se de passagem), não pedem nada mais do que segurança pra voltar pra casa, um trânsito decente ou um prato de comida. Eita Brasilzão das diferenças!
Enfim, que esses dias carregados de simbolismo e clichês nos faça, de verdade, pensar se fizemos tudo aquilo necessário pra merecer bons presentes do Noel. E que nos esforcemos pra merecê-los no ano que vem.

Boa ceia - ao som de Simone e Ivan Lins, claro (Natal que é Natal tem que ter Simone, pô).